domingo, 28 de outubro de 2018

Agradecer




[Secção agradecimentos com pensamentos soltos] Tenho explorado o verbo agradecer. O dia de aniversário é muito bom para isso. Ainda não consegui terminar de ler todo o carinho que, de forma tão especial, recebi no dia de celebrar a Vida. Gosto de responder individualmente, mas reconheço que não conseguirei. Por isso, ontem, em dia de vento mais forte, passei pela praia e diante do infinito de mar rezei o abecedário. Já se sabe, não falha nenhum nome e assim agradeci a Deus a beleza da Vida presente em rostos, histórias partilhadas e muitos sorrisos e gargalhadas. No final da tarde, na Missa, onde a propósito do cego que é curado por Jesus e pela sua fé que o salvou, voltei ao meu propósito a recordar cada letra. Foi a minha forma, tal como disse na homilia, de reparar. À semelhança de Jesus que pára e repara, assim aconteceu. Quantas vezes paro e reparo tanto em mim, como em quem ou no que está à minha volta? Jesus repara no cego, dando-lhe liberdade, sem impor, e repara a sua cegueira, com esse pormenor tão bonito e forte de reconhecimento da fé do próprio Bartimeu que o salvou. Por isso, escolho esta fotografia que tirei ontem do Infinito do Oceano. A fé como expansão de nós, como possibilidade de consciência do imenso a viver e a agradecer, que nos permite reparar nos pormenores e, assim, reparar o que nos impede de ver com maior autenticidade a beleza da Vida. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Em dia de aniversário




[Secção Vidas] É bom, belo e ajustado agradecer a Vida. Em sorriso, para tanta amizade!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Dar Vida




Mãe Maria com Filho Paulo a caminho, por Pai José


[Secção vida, em preparação interior para amanhã] Gosto desta fotografia. A beleza da gravidez recorda-nos o tempo da preparação da Vida. Dar tempo. Dar-se tempo de nascer. Cada um de nós é chamado a criar. Nos diferentes níveis de maternidade e paternidade, acontece o dar algo ao outro: a vida (biológica, afectiva, intelectual, artística, espiritual, social, legal). Uns são chamados a contribuir em todas, outros de modo específico nalguma, mesmo quando não se dê conta. Nascer também é tirar véus de algo novo: é-se, em busca da simplicidade, em caminho da Luz. Tão bonita a expressão: “estar de esperança”. E cada um de nós tem de se colocar nesse caminho, permitindo-se a Esperança, a Fé e o Amor.

Breve oração




[Breve oração em início da manhã] 

Agradeço-Te 
o silêncio 
entre as azáfamas do quotidiano, permitindo escutar o essencial.

Peço-Te

liberdade ante os ruídos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O uso da realidade



[Secção pensamentos soltos] A realidade objectiva em si mesma é amoral. Ou seja, nem é boa, nem má. Uma faca não é boa nem má. Um carro não é bom nem mau. Um computador não é bom nem mau. A tecnologia não é bom nem má. É cada um de nós que vai provocar o uso que lhe dará o atributo. Já se sabe que não existe neutralidade no ser humano. A nossa condição cultural vai levar-nos sempre a algo que dirige o sentir, o pensar e o viver para uma perspectiva que se achará a mais correcta. De forma geral, os Direitos Humanos não são neutros. Têm uma visão, perspectiva de humanidade que, passo a redundância, procuram humanizar a partir de uma igualdade que respeita as diferenças que sejam motivo de crescimento dos Povos. Pensava nisto tudo enquanto via este breve vídeo. A tecnologia tem muitas vantagens. Como se vê, ajuda a estabilizar uma pessoa: física e, consequentemente, emocionalmente. Aliás, ajuda a estabilizar não só a pessoa que sofre da doença de Parkinson, como também todas as outras que a acompanham. No entanto, o mau uso da tecnologia pode provocar desastres humanitários. Exagero? Penso em bombas atómicas ou, mais recentemente, especialização em notícias-falsas replicadas à exaustão de modo despertar o lado sombra da desumanidade, com o aumento de ódio, revolta, amargura, etc. O que será importante? Parar e pensar. O acto de partilhar uma “notícia” de um site duvidoso, como resultado da reacção  da minha emoção primária corre o risco de fomentar a clivagem entre os “bons” e os “maus”; os “certos” e os “errados”; os “ortodoxos” e os “hereges”; os “conservadores” e os “progressistas”; etc. etc. etc. Na passagem do Evangelho de ontem, Jesus alertava para os perigos do poder desligado do serviço. Hierarquias de poder que não são de serviço, de colaboração, de respeito pelo outro, vão sempre fomentar a instabilidade emocional. Política, religiosa ou socialmente falando, o mau uso da realidade desumaniza. O meu desejo: que na vida aconteçam mais sorrisos emocionados, tal como no vídeo, pelo bem que se faz no uso das coisas (e nunca de pessoas!).

domingo, 21 de outubro de 2018

Sobre o beijo




Chris Dandridge

[Secção coisas de corpo] Beijo. Ósculo. Xôxo. Beijinho. Manifestação de carinho, ternura, proximidade, muita proximidade. Apenas os povos latinos o usam como primeira saudação. Basta passar os Pirinéus e o primeiro contacto é um braço estendido para o aperto de mão. Só depois, muito depois, já a começar a se estabelecer um certo conhecimento, se avança para um beijo. Sou daqueles que gosta de beijinhos. E dou-os, a amigas e amigos, sem problemas de más-interpretações. Afinal, ainda considero que a consciência é fundamental nisto tudo. O problema é a consciência mal formada ou estabelecida na tacanhez e falta de bom senso do que chamo “ambiente-aldeia” ou falta de abertura de horizontes que impedem o espírito crítico, levando a afirmações extremistas de parte a parte do tipo “ora tudo” ou “ora nada”. As relações humanas, já se sabe, são complexas e é pena que se escute cada vez menos o corpo que se é (para que não se rasguem vestiduras, entendo o corpo como totalidade integral de muitas dimensões: física, psicológica, racional, social e espiritual). O beijo, repito, é sinal de muita proximidade. O acto de aproximar a cara de outra pessoa significa que me relaciono muito bem com essa pessoa e não tenho desconforto ou medo. No contexto português em que mais facilmente se beija o rosto (com um ou dois beijinhos), esse viver de proximidade atenua-se, mas, ainda assim, quem nunca sentiu incómodo com alguns beijos dados e recebidos que atire a primeira pedra. O contacto de corpo é contacto de ser. Educar para esse contacto implica respeito de parte a parte. As crianças, que, repito à exaustão, não são adultos em miniatura, vivem de forma mais espontânea o sentir tanto na proximidade como na repulsa. Quando gostam, são as primeiras a beijar e abraçar sem problema. Quando não se sentem confortáveis, por personalidade ou experiências vividas menos simpáticas, não querem contacto de proximidade, preferindo a distância. Se isto acontece, mais do obrigá-las (muito menos com acrescentos de violência física ou psicológica), será uma boa oportunidade de com calma (ah, sim, calma, tempo, disponibilidade, etc.) tentar perceber o porquê de não querer essa proximidade. Poderá ter que ver ou não com essa pessoa: recorda alguém que a agrediu, recorda alguém “mau” que viu num filme ou numa história, etc. Ou, então, se for na confusão de um sítio com muita gente, nada tem que ver com o beijo, mas com a sensação de insegurança que se sente à volta. Sim, é complexo, e não dá para escrever num texto curto. Por isso, antes de tanta agressão e discussão comportamental de tamanha violência, que se faça uma análise séria do ser corpo que se é e perceba-se os muitos mecanismos associados ao beijo, ao abraço, em última instância à complexidade da relação humana. Depois, se parecer bem, ósculemo-nos na paz.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Boas recordações


A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Catia Gaspar Pereira, pessoas em pé e interiores

[Coisas na vida de um padre] Chegam boas recordações de um dia muito bonito e cheio de Vida. Ainda mais quando se abençoa o amor em família.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

43 anos de casados


A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas a sorrir, barba, céu e ar livre

[Secção vidas] Agradecer. É dia de o fazer. Afinal, são 43 anos de vida partilhada, com alegria, paciência, silêncios e muitas histórias. Já tinha publicado esta fotografia. Volto a ela por ser tão expressiva no muito a agradecer. Apontava o céu e tínhamos o mar diante. O Infinito de tanto vivido e do muito ainda a descobrir. Ser casal tem cada vez mais a exigência de muita transformação. Não é fácil, pois o Amor implica dar e receber com muita gratuidade. E isso é aprendizagem de vida. Parabéns, Mãe Maria e Pai José, pelo vosso amor cheio de paciência um pelo outro! Gosto muito de vocês.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Justiça social

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, sapatos e texto



[Secção desabafos sobre justiça social] Quando se fala de voar para aqui ou ali, lá vem a Ryanair como mais barata. Digo logo, por conhecer minimamente a aviação, que me recuso a voar com eles. “Mas, onde fica o voto de pobreza?” O voto implica também justiça social. Alguém paga os voos baratos, pois a aviação é cara. Ou seja, paga quem lá trabalha! Aqui está um exemplo. Logo a seguir à tempestade pelo nosso país, vi esta fotografia a circular. Apesar de não gostar da Ryanair, ainda achei que seria uma foto-feita de tão inacreditável parecer. Mas, infelizmente, não. Estes tripulantes, mais uns quantos que não se vêem, foram obrigados, depois de terem tidos os voos desviados do Porto para Málaga, a dormir numa sala com 8 cadeiras. Eram 24 tripulantes no total. Segundo responsáveis da empresa num comunicado, não havia hotéis com quartos disponíveis em Málaga. (Sem comentários!!) Dizem eles que providenciaram a ida para o Lounge do aeroporto. O que também já foi desmentido. Sim, voos acessíveis, mas... a justiça social é-me muito importante, precisamente pelo Voto de Pobreza. Já foram apresentadas queixas às autoridades de aviação. Esperemos que se tomem providências. A dignidade do e no trabalho é condição de humanidade.

sábado, 13 de outubro de 2018

Vida, simplesmente.




Teresa Moreira
[Coisas na vida de um padre, em pensamentos soltos] Durante a tarde, fui ao Porto, à APELA, falar sobre Espiritualidade numa formação a cuidadores. As ajudas técnica e psicológica podem ser complementadas com o acompanhamento espiritual: humanizando o gesto, dando-lhe significado de Vida. É preciso desmistificar estereótipos à volta do “espiritual” e perceber a sua importância no essencial de cada um de nós. Isso, o essencial. Estando com o pensamento às voltas sobre o dia de hoje, alio a acontecimentos no mundo, que me causam alguma preocupação, e com algo que escrevi há dias: a vida nunca será coisa pouca. Esta frase pode tornar-se feita e bonita. No entanto, tenho para mim que faz falta fazer muito silêncio no mundo para nos darmos seriamente conta de que não pode ser o medo a comandar o nosso agir. Perceber a importância do amor como caminho de humanização é fundamental para não deixar que o ódio se torne garante seja do que for. Amar não significa aceitar a injustiça. Amar significa caminhar em direcção à única justiça que faz sentido: aquela que valoriza o outro independentemente da sua condição física, religiosa e social. Isso implica um grande trabalho de amor-próprio (não confundir com narcisismo). O amor-próprio desenvolve-se com experiências de abertura de horizontes a partir da relação humana, de leituras, de conhecimento e reflexão, levando a perceber desde as entranhas que na dignidade ninguém é superior a ninguém. Grande passo de liberdade se dá quando isso acontece. E o verdadeiro Amor deseja sempre a liberdade do outro.

Parar em escuta de si




João Coutinho

[Coisas na vida de um padre] O convite volta a acontecer: parar em escuta de si. Neste fim-de-semana é proposto à turma de 12.° ano do curso de Instrumentistas da ARTAVE, a escola profissional de música. Perceber a importância de quem se é e do que se faz como oportunidade de dádiva ao outro. Em caminho de autenticidade, as notas musicais sairão com ainda mais vida. Ah, e com o mar ao fundo, em Infinito, recorda-se o imenso a descobrir. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Nomes




[Secção letras verdes] Pequeno registo, depois de conversas e pedidos de oração, ao terminar o dia.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Tesourinhos



[Secção tesourinhos] Fui ao computador da Comunidade procurar uma lista de aniversários. Coloco “aniversários” na pesquisa e vou dar a uma pasta onde está guardada esta foto que fará 13 anos daqui a 17 dias. E surgem tantas recordações. Basta pensar que, apesar de já ter começado as aulas de Filosofia em Braga, ainda era noviço. Faríamos os Votos dias depois. Não é nada novo, de cabeça já se sabe, mas a sensação que surge diante das memórias despertas por uma fotografia é a de reconhecimento do imenso que passamos. A Vida nunca será coisa pouca.


domingo, 7 de outubro de 2018

Igualdade na dignidade



Laura El-Tantawy


[Secção pensamentos soltos] Os textos da liturgia deste domingo recordam algo fundamental: a igualdade na dignidade entre homem e mulher. Desde a criação que Deus estabelece essa igualdade, no entanto, ainda há essa desvalorização e, infelizmente, de forma acentuada. A forma como se destrata a mulher é assustadora. Não é endeusar a figura feminina, mas, mostrar como há fragilidade e força que levam ao respeito a partir da complementaridade entre os géneros feminino e masculino. Nem um nem outro é melhor: na sua diferença complementam-se. No entanto, a força física parece ser a única medida de “dignidade”, levando, ainda mais, à desvalorização da figura feminina. É de louvar a decisão da partilha do Prémio Nobel da Paz entre Nadia Murad e Denis Mukwege. Ela com as marcas da violência sexual. Ele como curador dessas marcas em tantas mulheres. A intimidade sexual é um recanto de dádiva e de prazer, nunca devendo ser vivido como uso. Infelizmente, o “macho” que se julga cheio de força (seja física e/ou financeira) acaba por abusar dessa intimidade. A violência sexual, usada como arma de guerra ou de outro modo, é uma manipulação de poder sobre a outra pessoa. Fragilizando-a na intimidade, o abusador anula a vítima a um mero objecto. Alertar para as situações de abuso começa desde logo pela educação, que passa também pelo exemplo de trato humano. Qualquer abuso deve ser denunciado. Não é fácil dar a cara, pois, infelizmente, além da violência sexual, ainda há a violência da desconfiança e do gozo. No entanto, se cada um de nós quer ser caminho de humanização, antes de julgar, deverá acolher. E quem não sente capacidade de acolher, deverá calar-se e informar-se. Esta passagem do livro do Génesis tem uma subtileza: todos nós somos feitos do mesmo barro, por isso, quando alguém sofre um ataque na dignidade, toda a humanidade perde. Mas, quando alguém caminha no respeito, na denúncia de violência e no acolhimento de que sofre, alimenta a esperança de toda humanidade. Que prevaleçam as pessoas de esperança, tal como Nadia Murad e Denis Mukwege.

Breve oração




[Breve oração no amanhecer]

Agradeço-Te 
as perguntas pela manhã, depois da escuta dos sonhos, iluminando e desfazendo medos de visitar 
a profundidade de ser.

Peço-Te

ajuda-me a continuar a desenlear do que impede a resposta à vida.

domingo, 30 de setembro de 2018

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

478 | 15




Beatriz Dinis - no Campo de Férias deste Verão


[Secção vida] Dentro dos quase 39 anos de vida, celebro hoje 15 de jesuíta, a juntar, neste mesmo dia, aos 478 da Companhia de Jesus. Estes dias, para mim, são sempre de agradecer. 15 anos: em idade biológica seria o meio da adolescência. No entanto, em idade religiosa, já com a experiência de ser e de aprender a ser padre, é tempo de continuar a contribuir à abertura de horizontes, ajudando em passagens de descoberta de quem cada pessoa é no seu encontro com Deus. N’Ele aprende-se a ver. E nós, em especial os que seguimos a vida religiosa, temos a responsabilidade de tirar véus para ampliar a visão da vida, ajudando em maior amor e serviço a este mundo concreto, onde Deus se faz presente. Um Abraço a todos os jesuítas por esse mundo fora, com a minha oração ao “Senhor de todas as coisas” por nós, pelas nossas missões e por todas as pessoas que nos ajudam a ser quem somos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Breve oração




[Breve oração antes de adormecer]

Agradeço-Te 
a consciência dos tempos, apesar de por vezes desfocar a percepção da realidade.

Que eu seja capaz de agir cada vez mais e assim ir desvanecendo o reagir.

sábado, 22 de setembro de 2018

Oração em equinócio




[Breve oração em entardecer de equinócio]

Agradeço-Te o silêncio da vida e a Luz brilhante de quem caminha no respeito da dignidade, não permitindo ou justificando violações, reconhecendo que o corpo do outro não é um objecto, mas é alguém com direito a decidir a quem dirigir o prazer de intimidade.

Peço-Te
que sejamos capazes de autêntica justiça, permitindo a transformação da sociedade na beleza do teu Reino onde, recordando as palavras de Maria, os “poderosos são derrubados dos tronos e os humildes exaltados”.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Coisas de corpo




Baskar Kundu

[Secção coisas de corpo] 

- P. Paulo, disseram-me que tem jeito para curar maleitas de corpo.
Dei uma gargalhada. 
- Ai, sim. É verdade que gosto de estudar o corpo como um todo. Daí até “curar maleitas”… mas, diga lá.
- Estou com uma dor de pescoço tão intensa. 
Notava-se pelo olhar fechado, enquanto o afagava.
- Já dói há muito?
- Sim, uns 4 dias. 
- Importa-se que toque?
Sentia-se o calor febril na zona. Enquanto lá tinha a mão, continuei:
- Não tem de me responder a mim, apenas para si. Sente-se a carregar alguma responsabilidade? Ou então, sente-se pressionado por alguma decisão a tomar?
- Sim, sim, uma decisão de vida. Estou a caminho de uma possível mudança de país. Mas, não estou com muita vontade.
- Não está com vontade ou tem medo do que pode acontecer?
- Ai, até parece bruxo?, soltando uma gargalhada.
- Não, sou padre. E pisquei o olho, com outra gargalhada. Não tenha problemas com os seus medos. Numa análise de mudanças de vida, são naturais. Dê-lhes nome. Assim, de desconhecidos passam a conhecidos… e, aos poucos, deixam de se acumular no pescoço. 
Tirei a mão.
- Ui, dói muito menos. 
- Consegue perceber porquê? Isto não é milagreiro. É tomar consciência de corpo que vai para além do físico. Abrange o todo que somos, com o que sentimos, vivemos, sonhamos. E quando a dimensão física dá sinal, há que parar e perceber de onde realmente vem a dor. 

Ainda ficámos mais um pouco à conversa. Espero que seja capaz de libertar-se dos medos e da dor. 

P.S. - Temos tanto a descobrir de nós na totalidade enquanto Corpo. Haja caminho!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Breve oração




[Breve oração em entardecer]

Agradeço-Te a luz que desvela Outono, 
pedindo tempo de renovação ante cansaços e ânsias de futuro.

Que eu me permita contemplar
a Luz 
sobre mim.

domingo, 16 de setembro de 2018

Apresentação de Deus como Tu




Kátia Viola


[Secção agradecimentos] Neste fim-de-semana vivi um concentrado de emoções. Apresentar “Deus como Tu” no mesmo dia em dois sítios diferentes, em que um deles é a cidade com tantos rostos próximos, é muito forte. Quando tiver uma foto da apresentação de Beja, partilho como foi lá. Agora, com o olhar de beleza fotográfico de Kátia Viola, agradeço a amizade da Suzanne, dos meus companheiros jesuítas em Portimão, dos meus pais, dos meus colegas e amigos de secundário, de tantas pessoas que me viram crescer. Foi emocionante escutar a Melhor-Amiga-do-Mundo-e-Arredores a apresentar Deus como Tu. A nossa cumplicidade de 29 anos de melhor amizade também fala da relação com Deus. Sim, é de agradecer... e muito.







quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Que de Verdade Importa




[Secção boa publicidade] Estreia hoje “O que de verdade importa”. Tive a possibilidade de o ver na ante-estreia há uma semana. A delicadeza, o humor e a seriedade presente no filme, através da história de Alec e da comunidade à sua volta, ajudam a avivar o “curador” que há em nós. Curador na ajuda, no deixar-se transformar e aceitar quem é na contribuição de um mundo melhor. Paco Arango disse-nos que nos tornaríamos embaixadores do filme. E assim é, há que divulga-lo. Afinal, é o filme 100% solidário, em que a totalidade das receitas revertem para o IPO de Lisboa. ¡Muchas Gracias, Paco, por tu película! Vamos ao cinema? 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Breve oração em dia de começo de aulas



LookImaginary

Entre sono, curiosidade, felicidade, timidez e receios que as crianças e adolescentes trazem nos olhares e corações, agradeço-Te os seus talentos, os seus dons, os seus sonhos, os seus modos de ser únicos.

Que nós, educadores, sejamos capazes de os ajudar a crescer e a descobrir o mundo a partir de quem são, sem comparar capacidades, mas orientar para a colaboração na diferença.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Dia cheio




Rita Rocha



[Coisas na vida de um padre] O dia foi cheio de muito... e de bênção de mais um casal. Sinto-me privilegiado no testemunho destes momentos de tanto Encontro... e Amor.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Breve oração




Agradeço-Te a Luz de cada gesto autêntico, 
direccionado à liberdade e à certeza do Amor 
que atravessa e dissipa todas as sombras.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O Caminho



[Coisas na vida de um padre] Esta noite o João Delicado e eu estaremos à conversa sobre O Caminho ou peregrinações... de terra e de vida no Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Breve oração [em início de ano lectivo]




Agradeço-Te os dons, 
dirigidos aos passos de ensino, educando que não somos nem números, nem peças de uma máquina, mas seres que incorporam comunidades local e global.

Peço-Te a Luz,
para diante das sombras ser capaz de ver novas oportunidades.

domingo, 2 de setembro de 2018

Quem habitará no santuário?



REUTERS/Osservatore Romano

[Secção pensamentos soltos - um pouco mais longo] É fácil perceber que não é possível gostar, nem agradar a toda a gente. Quem o faz, em geral, está com dificuldades de lidar com o seu amor-próprio. Agradar toda a gente implica estar em constante anulação para se ajustar ao outro e assim evitar ao máximo, por exemplo, o conflito. O Papa Francisco quando percebeu que a Igreja necessitava de mudanças, não o fez por mero capricho. Só quem gosta de estar fechado em tradições mortas, que já não falam da vitalidade da fé, é que não percebe esse ar fresco, ao jeito do Espírito que sopra onde quer. E já se percebeu: se há coisa que Francisco não tem falta é de amor-próprio, daí que fala, silencia ou age conforme o que vai compreendendo ser, com o conhecimento que tem, o melhor para a Igreja ferida, bastante ferida. As feridas são visíveis. Perpetradas por membros que têm a responsabilidade de ligar o céu e a terra, mostram bem que se pode fazer muito mal. Aconteceu, e, infelizmente, em termos de consciência ainda acontece, com a maledicência, a segregação e acepção de pessoas, onde se julga que uns são impuros diante da pureza angelical de outros. Não é assim. “Não o que está no exterior, mas no interior é que torna o pensamento e a acção impura”, ouviu-se hoje no Evangelho. Nos meios eclesiais fala-se muito da necessária reflexão a ser feita. Sim, claro, com seriedade, tem de ser feita para detectar aquilo que não deveria acontecer em quem vive (mal ou de forma desajustada) a fé:
- jogos de poder e interesses;
- abusos de poder;
- sarcasmo;
- mentiras;
- usura;
- competições desgastantes para provar “dignidade”;
- a falta de noção e de respeito pela dimensão corporal e que, ainda mais, é rápida e exageradamente moralizada;
etc.

O Papa Francisco tem feito um enorme trabalho, na continuidade, sim, do Papa Bento XVI, de tornar a Igreja mais próxima do Evangelho, que salva e não passa a vida a condenar. No entanto, ainda há quem prefira a condenação, por exemplo, em grupos de facebook, messenger, whatsaap, nos quais é fácil, qual secretismo, destilar e segregar veneno, a partir de críticas negativas de uma posição monocolor da realidade. A verdade, como também vai dizendo de várias formas o Papa, é poliédrica, ou seja, é um conjunto de várias faces que se encontram no diálogo construtivo para um mundo melhor. Sem dúvida que o Salmo deste domingo (Sl 14[15]) é para ser rezado e entranhado:

Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

O que vive sem mancha e pratica a justiça 
e diz a verdade que tem no seu coração 
e guarda a sua língua da calúnia.

Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

O que não faz mal ao seu próximo, 
nem ultraja o seu semelhante; 
o que tem por desprezível o ímpio, 
mas estima os que temem o Senhor.

Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?

O que não falta ao juramento, 
mesmo em seu prejuízo, 
e não empresta dinheiro com usura, 
nem aceita presentes para condenar o inocente. 

Quem assim proceder jamais será abalado. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Our Lady, among us




[Coisas na vida de um padre] Estando ainda em Loiola, recebi um mail de João Moreira, editor da Revista Bica, com a proposta de nova colaboração. Já o tinha feito com um texto sobre a noite para a 3.ª edição. Desta vez o desafio era diferente. Escrever textos a partir de fotografias do projecto "Our Lady, among us" de Rodrigo Cabrita. As fotografias têm todas uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Achei o desafio muito interessante, ainda mais quando as fotografias são muito boas. Aí está, a partir da pág. 150. Boa leitura de toda a revista, que vale muito a pena, também com artigos sobre o novo Centro Cultural Brotéria - Cristianismo e Cultura e Padre António Vieira.

domingo, 26 de agosto de 2018

Força Monchique



[Secção solidariedade] O Campo de Férias terminou. Já falarei sobre ele. Assim, estou aos poucos de regresso. Começo por partilhar este evento Força Monchique. Será no próximo dia 31 de Agosto. Não vou conseguir estar por coincidir com o Encontro anual dos Jesuítas portugueses. No entanto, recomendo vivamente a quem possa ir. Vai sair mais enriquecido(a) humanamente enquanto pode ajudar quem muito ou quase tudo perdeu com o incêndio em Monchique.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Fechado para Campo



[Fechado para Campo de Férias] Os próximos 10 dias serão de animação de 42 participantes. Entre jogos e banhos de rio, juntando teatro, dança e momentos de silêncio e reflexão, haja Vida!