[Breve nota com secção boas leituras] Faço uma pequena pausa no que leio. Se há coisa fascinante é o ser humano. Preparo uma pequena formação sobre corpo e moral sexual na Igreja, que aproveitarei para um texto e tem ajudado, além de outro livros, a leitura de Edgar Morin. A sapiência deste homem é impressionante, tanto pelo conteúdo, como pela simplicidade no modo de expressar as ideias. Partilho um pequeno excerto: “A polaridade prosaica da vida comanda tudo o que fazemos por limite, para sobreviver, para ganhar a vida. E há a polaridade poética da vida, ou seja, aquela em que pessoalmente se floresce, onde se vive em comunhão, onde há os momentos de harmonia e de alegria. Momentos que dão amor, amizade e júbilo. É aí que é viver, viver poeticamente; enquanto a parte prosaica da vida apenas nos permite sobreviver. (…) Tudo o que nos transmite um sentimento de beleza contribui à qualidade poética da vida. (…) O pensamento político não deveria ignorar mais as necessidades poéticas do ser humano.”
segunda-feira, 18 de abril de 2022
domingo, 11 de julho de 2021
Os homens também choram
[Secção boas leituras] Terminei de ler “Os homens também choram” de Nelson Marques. Que interessante síntese sobre o sentir masculino ou apresentação das “novas masculinidades”. A educação emocional em geral, dos homens em particular, anda muito deficitária. Aliás, faz tanta falta a educação de corpo, poderia dizer, que integra o todo que somos enquanto pessoas. Com investigação e histórias concretas, Nelson Marques abre perguntas, caminhos, perspectivas para se entender como é fundamental esta educação para nos respeitarmos enquanto pessoas, independentemente do sexo. Ainda assim, as muitas lágrimas acumuladas e não choradas quando atendidas e soltas libertarão muitas couraças, dando vida nova a muitos homens. E tanto eles como elas à sua volta ganharão em humanidade.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
"El daño que se hereda"
[Secção boas leituras] Que valente abanão na compreensão de muitos traumas. É um tema delicado, mas tão sério, isto da transmissão de traumas entre gerações. Cada vez mais confirmo que não há crianças mal-comportadas, mas mal amadas. E, claro, mal amadas por adultos a quem lhes falta aprofundar o amor por si mesmos. “Na tua idade já fazia mais do que tu agora”, “também levei umas valentes e só me fizeram bem, cresci com elas”, “na família sempre fomos assim, não vais ser tu diferente”, e outros mimos que tais, anulam e abrem portas a danos e traumas. Os cordões umbilicais que não se cortam, infectam e matam. Acompanhar o crescimento é mesmo muito sério.












