(Versión en español en los comentarios)
- Oh, deixa-te de coisas! Faria sentido, se não te considerasse como pessoa que pensa.
- [Risos] Que bom saber-me pensante. Mas achas que não é uma boa decisão?
- É tão estranho, ridículo até para os dias que correm. Com facilidade tudo se desfaz, como poeira no ar. Por isso não me digas que queres dar um sim definitivo.
- Esse é o problema. Por medo ou comodismo, por exemplo, não se quer dar o sim a outra pessoa e recebê-lo, achando que pode não dar certo. Por isso penso. Se der mal, se houver conflito, mais do que buscar a emoção imediata, pensaremos e tentaremos serenar ânimos. Ou estaremos nós na famosa “eterna juventude”, onde o gozo está em primeiro lugar?
- E não deverá estar?
- Não renuncio ao prazer. Seria estupidez, pura e dura. Mas não permito que tenha a palavra absoluta, aliás, nenhum sentimento deveria ter. Por isso é que tudo se desfaz. Se tomas como absoluto o prazer ou a felicidade, à mínima dor... puff... acabou-se. A felicidade ou o prazer podem ser algo a alcançar, óbvio, mas com a serenidade da subida da montanha... o cansaço de caminho feito torna o abraço mais pleno. E, quem sabe, o beijo. É uma questão de equilíbrio entre dois.