(Katrina Kaif and Akshay Kumar)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
E porque é sexta-feira...
(Katrina Kaif and Akshay Kumar)
De volta!
Depois de um mês inesquecível, estou de volta a casa. Hei-de escrever sobre tudo o que vi. Foram dias emocionantes, entre o amor e o ódio, entre a alegria e o desespero. A Índia é assim mesmo, um país de extremos. No fim, a certeza de que voltarei àquele país em breve. Desta vez deixei amigos que quero rever.E agora ao trabalho! (A propósito, os Insectos andam muito preguiçosos... Ou o país não tem inspirado a escrita...?)
domingo, 4 de janeiro de 2009
E agora o Nepal...

E hoje estou assim, neste limbo entre o cinzento e o azul, neste corpo de saudade e ausencia, neste intervalo entre a dor e o riso, neste conflito entre o sentir-me um viajante e um desterrado, nesta distancia entre o desconhecido e a descoberta. E depois há o pensar que devo afastar de mim os pensamentos menos felizes para viver em pleno esta experiencia de viagem. Mas há tambem a certeza de que estes periodos de longo afastamento voluntário so fazem sentido porque volto para os bracos (e abraços) dos que diariamente viajam comigo nos olhos e no coração.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal
Meus queridos amigos,Daqui, de tao longe, deste lugar sem Natal, desejo a todos umas Boas Festas. Esta foi provavelmente a mais estranha consoada de que tenho memoria. Provavelmente porque nao houve consoada. Procurei em vao por uma igreja para, em comunidade, poder viver esta Noite Feliz. Acabei num restaurante italiano a comer uma pizza e a beber uma cerveja. Achei que os sabores ocidentais me aproximariam mais do nosso mundo e das nossas tradicoes. Enganei-me. O Natal passa-se entre os que mais se ama... Eh esse o factor que faz toda a diferenca. Na noite passada faltaram-me os meus pais, os meus irmaos, os meus amigos, e todos aqueles de quem gosto. Faltou-me a certeza de um lar. Faltaram os abracos e os sorrisos. Faltou o calor da mesma fe e a alegria partilhada do Milagre do Nascimento. Foi um Natal sem Natal. E ainda que a opcao tenha sido minha, nao consegui evitar uma lagrima quando pensei que estava tao longe de todos.
Com saudades
Pedro
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O hotel em Mandawa
Ontem saí finalmente de Delhi em direcção ao Rajasthan. Ao fim de quase sete horas de carro por estradas que fariam da nossa Nacional 1 a rainha das autoestradas, cheguei a Mandawa, uma cidade da região de Shekhawati, fundada no século XVIII, por mercadores no auge da sua riqueza. Daí que a cada esquina seja possível encontrar impressionantes Havelis (palácios) com frescos e pinturas que transformam a cidade numa galeria a céu aberto. Apesar do péssimo estado de conservação, a visita é inesquecível. A foto, tirada com o telemóvel, é do hotel onde tive o privilégio de passar a noite: um Haveli construído no século XVIII por um joalheiro. Um lugar mágico por 15 euros. (Nao consegui publicar a foto... Lamento muito mas esta internet funciona de forma diferente...)
E agora, a caminho de Bikaner.
(As fotos boas virão assim que conseguir passa-las da máquina para um computador.)
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
E porque hoje é sexta-feira...
Crazy Kiya Re
(Aishwarya Rai)
Esta é só mesmo porque vou a caminho da Índia...
E hoje, a Índia...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Já só falta uma semana...
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Enquanto isso, em Mumbai II
Enquanto isso, em Mumbai...
Uma série de explosões e disparos dentro do complexo do Hotel Taj Mahal podia ouvir-se no perímetro do velho edifício cerca das 03:00 (21:30 em Lisboa).
Uma parede do edifício, construído há 105 anos no local, foi rachada por uma das explosões.
"É o local onde toda a dignidade de Bombaim se mostra e, ver este monumento e símbolo do orgulho da cidade a ser destruído, é muito penoso", comentava um jornalista indiano num dos canais noticiosos.
Comentadores e população salientavam a sensação de choque pelos ataques e resumiam o novo patamar do terrorismo na Índia com "a guerra no coração da capital comercial".
Outros dois alvos dos ataques terroristas de quarta-feira, o Hotel Oberoi e o centro judaico em Nariman House, também na parte sul da Península de Bombaim, foram declarados "seguros" pela Guarda Nacional (NSG).
O último balanço do Ministério do Interior indiano dá conta de 155 mortos e pelo menos 300 feridos mas vários canais de televisão indianos referiam pelo menos o número de 200 mortos.
A identidade de muitas das vítimas ainda não é conhecida.
No interior do Taj Mahal, continuavam a resistir dois a quatro terroristas, "fortemente armados", segundo um porta-voz do NSG, e é possível que tenham um refém em seu poder.
A parte sul de Bombaim, o coração histórico da cidade, está isolada por postos de controlo e um forte dispositivo militar e as artérias principais estavam cortadas, como a grande Marine Drive, a marginal que contorna a cidade pelo lado ocidental, no Mar Arábico.
Foi por mar que chegaram os cerca de 20 atacantes, em embarcações de pesca, e contornaram a ponta sul da Península de Bombaim para desembarcar numa pequena praia a centenas de metros do Hotel Taj Mahal.
Um rabino e a sua mulher, detidos por islamitas num centro judeu ortodoxo, foram mortos num dos ataques,informou o braço americano do Beit Chabad, rede dos centros religiosos ortodoxos do movimento Loubavitch.
O rabino Gavriel Holtzberg, de 29 anos, nascido em Israel e emigrado para os Estados Unidos em criança, e a sua mulher, Rivka, 28 anos, dirigiam o Beit Chabad de Bombaim há cinco anos, segundo o comunicado na Internet.
Em directo nas televisões começaram, entretanto, as acusações. Entre a Índia e o Paquistão, em relação à origem dos atacantes. Mas também entre Bombaim, capital do Estado de Maharashtra, e Nova Deli e o Governo da União, sobre a falta da unidade das forças de segurança.
O Paquistão propôs à Índia a criação de uma "linha vermelha" para assuntos de segurança e negou envolvimento nos ataques."
Faltam 20 dias...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Falta um mês...

Potência nuclear e naval com 600 milhões de eleitores, a maior democracia representativa, dispondo da maior indústria cinematográfica do mundo, e um terço da população a viver abaixo do nível de subsistência, querer definir a Índia é errar.
Porque não há um caminho, há mil e um labirintos e nenhum deles tem saída. Percorrê-los é o caminho."
25 de Novembro de 1993









