quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lendo os outros...

"Manuel Sebastião, o actual presidente da Autoridade da Concorrência, serviu de intermediário do ministro Manuel Pinho, em 2004, na compra de um prédio ao Banco Espírito Santo. Segundo o Público, Manuel Sebastião acabou por adquirir depois um apartamento no edifício por 500 mil euros, mas garante que não agiu de nenhuma forma na negociação da compra. Diz ele que apenas assinou passivamente o contrato.

Nada disto seria especialmente interessante, excepto que à altura Manuel Sebastião era administrador do Banco de Portugal e Manuel Pinho exercia funções análogas no Banco Espírito Santo, instituição que o Banco de Portugal regula e fiscaliza. E hoje, quatro anos depois, Manuel Pinho é o ministro da Economia e Manuel Sebastião o homem que dirige a Autoridade da Concorrência por recente escolha do Governo. São os dois amigos próximos, têm interesses comuns, segredam um ao outro. Tudo coisas lícitas. Amigos, na verdade, temos todos. Muita da indignação espontânea do português deriva sempre do desejo de substituir os amigos dos outros pelos seus.

Só que existe aqui um óbvio problema que não convém subestimar: por causa das funções que ambos desempenham, Manuel Sebastião e Manuel Pinho não podem ter a proximidade que manifestamente têm. O Governo e a Autoridade da Concorrência representam interesses antagónicos. O primeiro faz política para ganhar eleições, mentindo se for preciso; o segundo serve para aplicar o bem público e vigiar o cumprimento da lei. Isto pressupõe que quem decide a política de economia e quem zela pela livre concorrência dos mercados tenha condições políticas para entrar em "choque" e "conflito" com o outro.

A notícia sobre a compra de um prédio em que Manuel Sebastião agiu como representante de Manuel Pinho não revela necessariamente nada de defeituoso no que respeita à conduta profissional dos dois. Se algum problema existe, ele não é ético nem profissional. Ninguém sabe nem talvez pode saber se Manuel Sebastião incorreu mesmo em conflito de interesses, se favoreceu de alguma maneira o Grupo Espírito Santo durante o tempo em que Manuel Pinho lá esteve.

A substância deste assunto é toda ela política. O que o caso demonstra é que o actual presidente da Autoridade da Concorrência nunca irá importunar grandemente o Governo, mesmo que isso seja necessário como muitas vezes é. A sua imparcialidade e distância estarão sempre sob suspeita. Não sei para que servem estes organismos de regulação se não for para o trabalho difícil de "criar chatices", sobretudo junto dum Governo com o apetite intervencionista como o nosso. De regulação reverente da escola "Vítor Constâncio" que nunca quis importunar os velhos "amigos" da política por acaso também banqueiros, já estamos todos um pouco cheios. "
Há sempre a sensação de que se podia ter feito mais.

Portugal só se salvará, quando aparecer alguém com vontade e força em mudar a mentalidade deste povo. ATé lá, por maior que seja a competência técnica, irá sempre esbarrar na inoperância e falta de vontade geral.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

http://books.google.pt/books?id=wHR4-rtJecYC&dq=mishima+yourcenar&pg=PP1&ots=_z2V21Yi36&source=bn&sig=QE-lZO0o-DnWjzf7hjMtPGZSHp4&hl=pt-PT&sa=X&oi=book_result&resnum=4&ct=result#PRA1-PA725,M1

Manifestações contra a Ministra da Educação: uma questão de pudor

As manifestações dos alunos contra a Ministra da Educação são exctamente iguais às manifestações dos professores, com apenas uma diferença: uns têm menos pudor que outros.

Música boa onda


I'm yours
Jason Mraz

Deboche

Deboche

Ca Granda Cara de Pau - Um blog de árbitros de futebol para árbitros de futebol.

http://refereetip.blogspot.com/

Por este caminho, vamos ter o

http://bpnflipflop.blogspot.com/

Um blog mantido pelo duo dinâmico Dias Loureiro e Oliveira Costa, para quem saber como, montar um Banco num pais democrático da UE, escapar impune durante anos à inoperância de quem controla e quem comanda, o sistema financeiro e o país, e ainda - a parte boa da coisa - enriquecer e acabar nacionalizado!

Inclui ainda um link para várias outros serviços, tais como Programas Informáticos de Colocação de Professores e ainda um dossier completo de COMOSERMINISTRO e EUÉQUEMANDEIBATERNAQUELESGAJOSDAPONTE

http://jachegamosamadeira.blogspot.com/

Ensino à distância, destinado às várias assembleias do país, acerca de como descredibilizar um sistema político, à margem das hierarquias e da lei. Inclui youtubes e um portal recreativo, com os principais momentos do carnaval do funchal!

http://magalhaestip.blogspot.com/

Mantido pelos vários ministros e restantes gabinetes. Destina-se de uma forma simples e acessível, aos alunos do sistema educacional português (com possibilidade de estender-se aos países da América do Sul), ensinar truques e atalhos na utilização do pc 100% tuga. Inclui favoritos com os principais sites porno e sudoku.
Nada como um olho negro para despertar a atenção delas.

Conversa de elevador

«Não posso ouvir músicas românticas de manha. Fico cheio de espírito bom e positivo e isso arruína-me o dia todo.»

terça-feira, 11 de novembro de 2008

No mesmo dia, à mesma hora, no mesmo local


A artista plástica Adriana Molder inaugura mais uma exposição, desta vez em simultâneo com a Exposição Fotobiográfica de Vieira da Silva, de quem se comemoram este ano o centenário. Esta exposição, organizada pela equipa do Museu da Electricidade em parceria com a Fundação e objecto de publicação de um livro, deu o mote ao trabalho de Adriana Molder que vai apresentar um conjunto de retratos da artista homenageada e das suas relações de amizade e trabalho, nomeadamente do seu marido Arpad Szenes. Adriana Molder trabalha habitualmente em desenho, criando ou recriando personagens com as quais compõe verdadeiras narrativas visuais. Essa figuras articulam a forte raíz literária da sua inspiração com uma inequívoca vocação visual. Nesta série a fonte é imediatamente plástica pelo que a fusão entre o visual e o literário surge mais evidente. A exposição apresentará também exemplos das suas mais recentes pesquisas no campo da pintura a óleo.

Dia 13 de Novembro às 18H30




A 13 de Novembro a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva (FASVS) inaugura a exposição intitulada Au fil du temps: um percurso fotobiográfico de Vieira da Silva, integrada nas comemorações do centenário de nascimento de Maria Helena Vieira da Silva (1908-2008).
A Fundação, que sempre acalentou este projecto de fotobiografia, reuniu para a mostra um conjunto de documentação inédita, que permite acompanhar o percurso de vida e a evolução da obra de Maria Helena Vieira da Silva. O resultado de um intenso trabalho de pesquisa, que envolveu imagens e documentos do Centro de Documentação da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, do Comité Arpad Szenes - Vieira da Silva, em Paris e dos arquivos da Fundação Mário Soares, bem como de documentação privada, de amigos que a acompanharam ao longo da vida, poderá ser visto pelo público entre Novembro e Março de 2009. O critério de selecção foi um só: dar a conhecer, através de documentação inédita ou pouco divulgada, a mulher que também era artista. A mulher, amiga, a pessoa, a vizinha, a ilustradora, é revelada através de imagens fotografadas, desenhadas, escritas ou faladas, misturando clichés de fotógrafos profissionais, artistas com simples instantâneos de amigos ou familiares. Para além do testemunho iconográfico, que conjuga fotografias e obras da sua autoria pertencentes à colecção da Fundação, procurámos enriquecer a obra com testemunhos da própria Vieira da Silva, reproduzindo citações extraídas de entrevistas e livros, cada elemento pontuando e retratando o percurso de Vieira da Silva desde a infância até ao final da sua vida. A fotobiografia engloba ainda depoimentos actuais, recolhidos junto de quem a conheceu e com ela conviveu e que focam a obra, a personalidade, as afinidades, a amizade e os afectos. São visões muito diferentes que enriquecem e esclarecem determinados momentos, lugares e vivências e que possibilitam a sua necessária contextualização. Correndo o risco de deixar alguém por referir (porque os testemunhos continuam a chegar), citamos nomes de áreas diversas (da arte, da política, da crítica, do jornalismo, da escrita, da música), mas sempre ligados a Vieira da Silva: Zao Wou-ki, Manuel Cargaleiro, Pedro Avelar, Justino Alves, Lourdes Castro, João Cutileiro, Fernando Lemos, Rui Mário Gonçalves, José-Augusto França, Isabel da Nóbrega, Luís Cília, Luís dos Santos Ferro, Arlete de Brito, Jean-François Jaeger, Mário Soares, Maria de Jesus Barroso Soares, Maria Cavaco Silva, entre outros, que nos contam a história do seu encontro com a pintora.
A fotobiografia e catálogo, vai ser editado em três línguas, levando Vieira da Silva a um maior número de leitores, dentro e fora do país, e é da responsabilidade de Marina Bairrão Ruivo, Sandra Santos e Ana Ruivo. Aos testemunhos, imagens e textos originais, agrega-se um núcleo de documentação crítica e entrevistas, em boa hora recuperadas, pela sua pertinência e validade.

O talk-show que faltava

São Martinho


Existem dois Santos Martinho na Igreja católica.
Um é São Martinho de Dume ou de Braga, que foi um Santo proveniente da actual Hungria no século VI que estudou bastante. Veio para Portugal, para Dume, uma terra em Braga, ocupada na época pelos suevos. Foi considerado o maior apóstolo dos Suevos. É graças a ele que denominamos em Portugal os dias da semana da maneira única que o fazemos. Considerando que era indigno de um bom cristão usar a nomenclatura dos dias com alusões aos deuses pagãos (Mercúrio, Marte, jupiter vénus, etc - visível de melhor maneira na nomenclatura francesa ) difundiu o que se veio a tornar a nossa actual nomenclatura para os dias da semana.

O outro santo, cuja festividade é a 11 de Novembro é São Martinho de Tours.
Nasceu também na actual Hungria, mas 2 séculos antes do seu conterrâneo referido em cima. Era filho de um tribuno romano e foi forçado a alistar-se no exército contra a sua vontade. O facto que o torna mais conhecido é uma lenda que afirma que uma vez São Martinho se deparou com um mendigo quase nú num inverno particularmente rigoroso, ao que não tendo mais para dar, Martinho cortou sua capa ao meio com a espada e a ofereceu ao pobre. O mau tempo cessou e o sol começou a brilhar. Nessa noite, diz-se que Martinho sonhou que tinha visto Jesus com a metade da sua capa, pelo que interpretou o sonho como tendo sido um sinal de Deus.
A partir daqui esforça-se por conseguir sair do exército o que apenas aconteceria normalmente aos 40 anos, mas consegue uma licença e vai ter com o bispo de Poitiers (Santo Hilário), que o baptiza. A partir daqui deixa de perseguir cristãos, pois agora apercebe-se de que são todos seus irmãos e começa a dedicar-se verdadeiramente à vida religiosa. É depois aclamado bispo de Tours em 371.
Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.

Diz-se que para se recordar o feito de São Martinho o Inverno dá lugar ao verão de São Martinho todos os anos, que aparentemente, apenas pelo facto de coincidir com a primeira prova do vinho feito em Setembro, se vê ligado aos magustos onde se provam as castanhas da época e a tradicional jeropiga e água pé. Não é de admirar que São Martinho de Tours seja considerado o santo padroeiro dos apreciadores de vinho.

Hoje é dia de S. Martinho


Magusto - S. Martinho

O costume do Magusto, que tradicionalmente começava no Dia de Todos-os-Santos, é simultaneamente uma comemoração da chegada do Outono e um ritual de origem religiosa: o dia do Santo Bispo de Tours (São Martinho) está historicamente associado à abertura e prova do vinho que foi feito em Setembro. A água pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retirava o pouco de mosto que aí se mantinha. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionando-lhe álcool. Assim, diz o ditado popular "no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho".


Texto retirado da net

Objecto de desejo...



Porsche Gemballa Mirage GT

Banda sonora do dia...



"I'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
I wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along"

Filosofia de Centro Comercial II

Há dias que mais parecem aqueles momentos em que aguardamos o elevador que sobe e o único que pára é o que vai para baixo.

Lendo os outros...

"(...) Nunca percebi a fúria anti-best seller que existe no nosso país. E nunca percebi como é que se faz crítica literária (normalmente demolidora) a livros que não são literatura – por mais que os autores achem que o são. Que se gaste páginas de suplementos culturais escrevendo que escritor X ou Y (são mais “produtores de livros”) nunca bateu tanto no fundo. Nos países civilizados a crítica literária não serve para isso – para analisar semioticamente as obras de Joan Collins. Serve para desconstruir literatura. Não para abater com argumentos literários figuras pop que escrevem livros. Crítica literária não é ou não deve ser ressentimento. Mas, já me esquecia, por estes bandas tudo é ressentimento. (...)"

Nuno Costa Santos, in Melancómico

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Filosofia de Centro Comercial

Há pessoas que só devíamos conhecer em época de saldos. Para termos o devido desconto.

Lançamento de novo disco de Katia Guerreiro, FADO, no dia 24 de Novembro no Teatro Tivoli

Mais informações AQUI






No espaço das regiões autónomas,
Não deixa de ter alguma piada, a AR da Madeira, apelar ao PR.

Montesquieu subvertido

O que se passa na Arbitragem em Portugal e na política na Madeira, em substância, é igual.

Primeiro vêm uns, que aparecem do nada, constroiem o sistema, tornam-se impunes, gozam e abusam do poder.

Depois, há os que crescem à volta desta assembleia, crescem dentro da impunidade, e como animaizinhos, abusam ainda mais, sem o pudor, pouco, que os pais ainda conservam.

Para vergonha dos que ocupam os cargos, que teimam em esquecer, esta mesma vergonha, os grandes magistrados da nação, seguem à risca, a cegueira da justiça e da lei.

Arbitragem

Porto e Sporting foram prejudicados, não está em discussão a forma como o jogo foi afectado - é também isso, embora não atribuamos a derrota ao palhaço do árbitro - mas a vergonha e a desculpa no dia seguinte, continuam.

O Record, pela pena do corrupto Paraty que agora concorre à presidência dos árbitros (bruxo), desculpa a actuação do árbitro, e aponta 3 penalidades que ficaram por marcar, 1 de Caneira, 1 de Rolando (FCP) e um de Polga.

A Bola, aponta outras 3. 1 de Rui Patrício, 1 de Rolando (FCP) e um de Rochemback!

Alguma coisa vai mal no reino dos Juízes, já nem eles se entendem, numa actividade que devia ser de rigor, i.e. quase sem margem para dúvidas.

Entretanto, no campo, o árbitro parecia um nadador salvador, da praia grande, em dia de marés vivas, com os banhistas a atirarem-se ao mar. Num jogo, marcado pela emoção e pela entrega, em vez de deixar jogar, apitou, sem arbitrariedade, método ou crédito, expulsando, punindo, perdendo a razão, levando jogadores e público à beira de um ataque de nervos. Vergonhoso, numa acção... Importem-nos!

De Fora da Taça

O Sporting deu um banho de bola ao Porto.

É isso que vai ficar na nossa memória. Visto de cima, a organização defensiva do Porto, parecia um formigueiro. Fez pena, porque os rapazes, até que nem são maus. Primeira parte brilhante, com o Porto a sobreviver, graças à classe do guarda-redes. Poucos passes falhados e quase todos a levar ao delirio, fintas e dribles como raramente se vê jogar em Portugal, o Porto mal conseguia progredir no nosso meio-campo sem ser interceptado, defesa sempre atenta e a ajudar no ataque como se lhe exige. Tudo perfeito.

Com a vitória do Porto, o homem do jogo e a merecer um aplauso de todos ali, é Helton. Defendeu todas as rajadas que os Leões lhe atiravam, de todos os lados, com voos e defesas fora. Um grande. Para que se tenha noção, enquanto Helton fez 6-7 grandes defesas para golo, Rui Patrício que me lembre, interviu nos pontapés de canto.

Fora isto, o Sporting cometeu três erros, aproveitados pelo FCP.
O primeiro, permitiu o golo de empate ao Porto, num contra ataque de Hulk, no seguimento de um pontapé de canto, marcado de forma infantil, pelo capitão Moutinho, para um distraído Miguel Veloso.
O segundo e terceiro, mais uma infatilidade, na forma como Roca e Abel marcam os penaltis.

Saímos derrotados do estádio, com a sensação de vitória. Foi um grande jogo, com luta até ao final, animos exaltados, penaltis, expulsões e o costume, a triste figura da arbitragem.

Segunda-feira...

domingo, 9 de novembro de 2008

Prémio 'Eu não me impressiono com números'

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"A ministra desvalorizou a manifestação que esta tarde junta milhares de docentes em Lisboa e reafirma que continua disponível para continuar a trabalhar e negociar."

Depois de meses de siêncios, rumores e especulações, pelo menos já há alguma informação sobre o assunto...

"Pedro Costa, o realizador de filmes como “Ossos”, “No Quarto da Vanda” e “Juventude em Marcha” deverá ser o inesperado representante oficial português na próxima edição da Bienal de Veneza, a mais antiga e importante bienal de artes plásticas do mundo.

A Direcção-Geral das Artes “não comenta” a notícia, mas, a confirmar-se a escolha, 2009 representará o momento-chave de uma tendência que, ao longo dos últimos anos, tem feito deste realizador de 49 anos uma presença cada vez mais assídua no mundo das exposições, tanto em termos nacionais como internacionais.

Uma tendência que arrancou em 2003, quando a conhecida comissária francesa Catherine David o integrou na mostra “True Stories” no Centro de Arte Contemporânea Witte de With, de Roterdão e que corre em paralelo ao fenómeno global da chegada dos cineastas aos museus e da simultânea incursão de um número cada vez maior de artistas plásticos pelos circuitos do cinema – Godard e Kiarostami com exposições no Pompidou, por um lado, Matthew Barney, Douglas Gordon e Steve McQueen nas salas de cinema, por outro...

Sem comentar o nome – “não confirmo nem desminto” –, Jorge Barreto Xavier, à frente da Direcção-Geral das Artes, recusou também avançar ao PÚBLICO qualquer data para um anúncio oficial que chega já tarde – Veneza inaugura em Junho –, dizendo apenas que acontecerá “o mais brevemente possível”. Seja como for, parece ter ficado de parte uma representação oficial a cargo da artista plástica Joana Vasconcelos, de 37 anos, hipótese sujeita a vasta especulação ao longo dos últimos meses."

notícia do Público

A não perder



Depois do excelente concerto dos Nouvelle Vague no Campo Pequeno, na passada sexta feira, eis que os pequenos voltam a actuar dia 17 de Novembro, no Casino de Lisboa, desta vez com um projecto diferente de seu nome 'Hollywood Mon Amour'. Lá estaremos, então, às 22H30. (Ainda por cima a entrada é gratuita. Viva o Stanley Ho!)

Pois

"To all those Europeans, Canadians, Japanese, Russians, Iranians, Chinese, Indians, Africans and Latin Americans who are e-mailing their American friends about their joy at having “America back,” now that Obama is in, I just have one thing to say: “Show me the money!”

Don’t just show me the love. Don’t just give me the smiles. Your love is fickle and, as I said, it will last about as long as the first Obama airstrike against an Al Qaeda position in Pakistan. No, no, no, show me the money. Show me that you are ready to be Obama stakeholders, not free-riders — stakeholders in what will be expensive and difficult initiatives by the Obama administration to keep the world stable and free at a time when we have fewer resources.

Examples: I understand any foreigner who objected to the U.S. invasion of Iraq and the gross mishandling of the postwar. But surely everyone in the world has an interest in helping Obama, who opposed the war, bring it to a decent and stable end, especially now that there is a chance that Iraq could emerge as the first democracy, albeit messy, in the heart of the Arab-Muslim world. Obama was against how this Iraq war started, but he is going to be held responsible for how it ends, so why don’t all our allies now offer whatever they can — money, police, aid workers, troops, diplomatic support — to increase the odds of a decent end in Iraq? Ditto Afghanistan.

The U.N. says it doesn’t want Iran to go nuclear and doesn’t want the U.S. to use force to prevent Iran from going nuclear. I agree. That’s why I want all those people in China, France, Russia, India and Germany who are smiling for Obama to go out and demand that their governments use their tremendous economic leverage with Iran to let the Iranians know that if Tehran continues to move toward a nuclear weapon, in opposition to U.N. resolutions, these countries will impose real economic sanctions. Nothing — and I mean nothing — would more help President-elect Obama to forge a diplomatic deal with Iran than having a threat of biting Chinese, Indian and E.U. economic sanctions in his holster.

President Bush, because he was so easily demonized, made being a free-rider on American power easy for everyone — and Americans paid the price. Obama will not make it so easy.

So to everyone overseas I say: thanks for your applause for our new president. I’m glad you all feel that America “is back.” If you want Obama to succeed, though, don’t just show us the love, show us the money. Show us the troops. Show us the diplomatic effort. Show us the economic partnership. Show us something more than a fresh smile. Because freedom is not free and your excuse for doing less than you could is leaving town in January."

sábado, 8 de novembro de 2008

A América já começou a mudar!


"O estado norte-americano da Califórnia anunciou esta quarta-feira a aprovação em referendo da interdição do casamento homossexual, apenas meses depois de uma iniciativa inicial de legalização.
O referendo estadual, incluido no processo eleitoral das presidenciais de terça-feira aprovou, por 52,1 % dos votos contra 47,9 %, uma iniciativa pública que define o casamento como a "união de pessoas de sexos diferentesParalelamente, duas propostas similares para proibir as uniões homossexuais ganharam com folga nos estados do Arizona e da Flórida nesta quarta feira" (Globo.com)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A NÃO PERDER. MESMO.


"Lá estava ela no meio daquele espaço de silêncio esbatido, de abandono, composto por carcaças de automóveis empilhados que aguardam pela chegada do tempo para se transformarem em pó. A pele branca contrasta com o ocre do óxido de ferro, com o castanho escuro, com o negro da fuligem. O que a leva a estar ali? Memórias já sem dono, dispersas e fragmentadas, anacrónicas, depositadas nos restos de coisas que já foram coisas. Ela move-se entre a luz exterior de um sol alto e ofuscante e a penumbra dos interiores das viaturas sinistras. Porque está ela ali?"

'SÍNCOPE' de Inês Jacques e Edgar Santinhos.
No âmbito do Festival Temps d’Images
6 e 7 de Novembro, às 19h30 e 20h30,
Foyer do Pequeno Auditório da Culturgest
Duração aprox. 20 min · Entrada Gratuita


Concepção e direcção artística Inês Jacques e Edgar Santinhos
Câmara Edgar Santinhos
Som Ricardo Ganhão
Interpretação Inês Jacques
Produção Zut!
Co-produção Dupla Cena / Festival Temps d’Images

E porque é sexta-feira...

Just can't get enough
(Nouvelle Vague)
Hoje à noite, no Campo Pequeno

Obama

«Obama não é um salvador. É só o primeiro presidente preto. O que por enquanto basta.»
Vasco Pulido Valente, in Público, de 7 de Novembro

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vejam lá a cor da Rice!


Devo dizer que fiquei contente com a vitória de Obama, McCain não merecia arrastar o peso de ser “o outro”, mas não sei como é que alguns sectores da vida nacional e europeia vão passar a viver sem o seu anti americanismo primário. Aquele povo passou de besta a bestial, agora que elegeu o candidato da “esquerda” que “já tinha ganho na Europa” e todos se apressam a cantar hinos à democracia americana. Sempre gostaria de ver o que aconteceria se tivesse sido McCain o eleito!
Não partilho da ideia de que a cor da pele foi determinante para Obama. O que ele tem de verdadeiramente atraente é que permite todas as ilusões, uma vez que não tem passado político digno desse nome. De facto, Obama nasceu para a política há apenas 4 anos, numa altura em que começou o acentuado declínio de G. Bush, e a única coisa relevante que o seu currículo exibe é um curto tempo de voluntariado a apoiar a acção de solidariedade num bairro pobre. Pelo menos foi o mais destacado, à mistura com a incrível história familiar que é, ela sim, um extraordinário retrato da América.
Obama é o vivo exemplo do homem que se atreveu a sonhar alto, contra todas as probabilidades, e que soube falar às pessoas numa altura em que a ousadia, a esperança e a coragem soam a música celestial.
McCain é um herói de guerra, um político lutador e irreverente e um grande senhor, como demonstrou no fantástico discurso final, mas não desperta nas pessoas essa vertigem de deitar tudo para trás e fingir que se pode começar de novo. Ele apenas mostrou que é possível não desistir, mas isso é realmente mais difícil. E, num tempo em que tudo corre tão velozmente, de que serve levar o lastro de uma vida heróica e devotada? Mais vale fabricar um novo herói, esse já nós conhecemos…
Obama tem essa frescura dos que ainda não têm amigos e inimigos, dos que ainda não sofreram a provação de ter que cortar a direito e fazer escolhas que as circunstâncias e o interesse público determinam, e que nem sempre, quase nunca, deixam incólume a pureza de ideais.
Obama permite todas as ilusões porque na América todas as ilusões são permitidas, na Europa não deixarão de ter a condescendência habitual perante os políticos de esquerda.
Quanto à cor da pele, desculpem lá, mas não me lembro de terem sido tecidos hinos de louvor a Bush e à América pela grande mudança que significou a escolha de Condoleezza Rice para o cargo de Ministra dos Negócios Estrangeiros, ela, que é negra e mulher e jovem… Ela representou a América no mundo.

Lendo os outros I...

"Obama(s)


A melhor análise foi-me dita por um amigo habituado a sondar as altas regiões do divino: quantos de nós, na busca por melões não se deparam, afinal, com nêsperas?"


Lendo os outros...

"Vai mudar, o tanas é que vai mudar

Esta ideia de que o mundo vai mudar com as eleições americanas é um bocado histérica. A humanidade está, aliás, muito sensível. Qualquer coisa faz mudar o mundo. O mundo muda todos os dias.
Por mim, continuo a achar que McCain e Obama não são muito diferentes. Em matéria de política externa – que é em teoria o tema que mais nos interessa – são até muito semelhantes. Um quer dar mais uns murros no Iraque, o outro quer conhecer melhor o Afeganistão. Mas acabam todos e sempre por interiorizar as estratégias dos generais.
Assim, independentemente de quem vai liderar os Estados Unidos nos próximos anos – McCain, Obama ou Vítor Constâncio – uma coisa é certa: os Estados Unidos não vão mudar. O mundo talvez… mas isso é outra conversa e quem quiser estar atento, é bom que não perca tempo com as americanadas."

JCS, in Lobi

Bruno Aleixo a Presidente!!



E rever como Almodovar é mesmo bom, embora cometa excessos.
A Bela Condoleezza Rice, pareceu-me bastante feliz pela eleição de Obama.
Colin Powell foi outro a comemorar. Sempre sensato. Ele que podia ter sido o primeiro.
Quanto ao Admirável e Grandiosa
Foram 8 anos de retrocesso. A fazer lembrar o pior da história.
Um Cruzado camuflado de Xerife.

Ainda se devia esclarecer a forma, como Bush ganha a corrida entre os Republicanos (contra McCain) e depois na Florida (contra Al Gore).

Stand-up na AR



Ontem na AR Sócrates fartou-se de brincar e zombar dos outros. Quando os oiço, acho que perderam o sentido das coisas. Deviam voltar a tratar-se por Excelentíssimo Senhor Deputado, nem que para isso, tivesse que somar-se, ao tempo de intervenção, os segundos que perdem com o "Excelentíssimo Senhor Deputado...".

Zzzzombou do PP, zzzzombou do PSD, do BÃÃÃNKUS de boca cheia do Louçã (tinha piada em privado), e do PCP.

DO PCP brincou com o facto das Nacionalizações.
Tudo bem... se o povo é estúpido.
Mas Sócrates, nacionaliza os prejuízos (BPN) e privatiza os lucros (EDP, GALPS, etc...)

* isso aí em cima, é a interpretação do Kissin para o voo do moscardo do Rimsky-Korsakov

Mas o que eu gostava mesmo de receber nos meus anos (ou no Natal) era isto...


Coisas realmente importantes: o novo 007 é um grande filme! (Dentro do género, claro...)

Para o Miguel

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Para o Miguel, no dia em que "a América fechou o ciclo Bush e, tornou-se novamente admirável e grandiosa, aos olhos de toda a gente"



"Americanos pobres na noite da Louisiana
Turistas ingleses assaltados em Copacabana
Os pivetes ainda pensam que eles eram americanos
Turistas espanhóis presos no Aterro do Flamengo
Por engano
Americanos ricos já não passeiam por Havana
Veados americanos trazem o vírus da AIDS
Para o Rio no carnaval
Veados organizados de São Francisco conseguem
Controlar a propagação do mal
Só um genocida potencial
- de batina, de gravata ou de avental -
Pode fingir que não vê que os veados
- tendo sido o grupo-vítima preferencial -
Estão na situação de liderar o movimento
Para deter a disseminação do HIV
Americanos são muito estatísticos
Têm gestos nítidos e sorrisos límpidos
Olhos de brilho penetrante que vão fundo
No que olham, mas não no próprio fundo
Os americanos representam boa parte
Da alegria existente neste mundo
Para os americanos branco é branco, preto é preto
(E a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho,
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro
E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se
Concedem-se, conquistam-se direitos
Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime
E dançamos com uma graça cujo segredo
Nem eu mesmo sei
Entre a delícia e a desgraça
Entre o monstruoso e o sublime
Americanos não são americanos
São velhos homens humanos
Chegando, passando, atravessando.
São tipicamente americanos.
Americanos sentem que algo se perdeu
Algo se quebrou, está se quebrando."

Caetano Veloso
Não Pedro, esse é apenas um dos grandes motivos, para esta enorme celebração.

Ao mesmo tempo, o que me parece, é que a questão da raça*, era das poucas coisas, que fazia o lado de McCain acreditar que era possível, e o de Obama que não.

A América fechou o ciclo Bush e, tornou-se novamente admirável e grandiosa, aos olhos de toda a gente.

*Não é só sangue negro, é muçulmano também. Tem um nome bem vivo.

Hoje é um bom dia para enviar cartas aos mortos

Quando Amaranta Buendia acaba de bordar a sua mortalha funerária, sabe que vai morrer porque assim a morte lhe disse, não sente nada, anuncia a toda a gente que escreva cartas aos mortos que ela entregará.

A intolerância tem tantas caras...

A questão racial parece-me acessória, Miguel. Quero acreditar que há muito mais para além do facto de ele ser o primeiro presidente negro. Imagino que o voto não lhe terá sido dado pela cor da pele. Ou a mudança de que tanto se falava era só essa? O fim das barreiras raciais? Quem terá sido o primeiro presidente louro de olhos azuis? E o primeiro presidente moreno de olhos verdes? E qual será o primeiro presidente oriental? Para mim Obama era apenas o candidato democrata. O resto? Indiferente.
Ninguém de bom senso que tenha apoiado Mccain deseja mal ao Presidente Obama como prova do que quer que seja, como referes no teu post. O que se espera é que saiba exercer o seu cargo de uma forma inteligente e que consiga contribuir para a resolução de tantos problemas com que o mundo se depara actualmente. Curiosamente meu caro, os que antes eram contra o Presidente Bush, só desejavam que houvesse muitas gaffes e muitos fait-divers para provar os seus pontos de vista.
A intolerância tem tantas caras...

É díficil não recordar, alguns momentos, desta libertação do Homem negro na América. Rosa Park recusou-se levantar para dar lugar a um branco, apenas em 1955, Martin Luther King foi assassinado em 1968, mesmo no cinema, houve alguns papeis de destaque para negros (Tudo vento levou p.e.) mas apenas em 1963 Sidney Poitier ganha o galardão máximo de Hollywood, fora dos EUA, a maior parte esquece-se que o Apartheid na África do Sul acabou há poucos anos, que Mandela passou a maior parte da sua vida preso, por ser negro, etc etc

Já aqui o afirmei, o momento da vitória de Obama para mim, foi a falência da Lehman. Nesse momento, há a cisão entre duas eras. Os estados unidos acordaram para um problema, bem mais próximo e real que o terrorismo, e para o qual, os xérifes bush pouco têm a dizer. É preciso um Homem Novo para erigir um sistema novo, à esquerda, que faça a fusão das ideias do Estado Social com o melhor que as teorias liberais têm.

E só um último aspecto, claro que ninguém espera facilidades, nem que os EUA deixem de ser quem são. Esperamos mudança para melhor, e espero sobretudo, que quem apoiou MacCain, não deseje o pior para esta presidência, como forma de mostrar que tinha razão.