segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Mistérios da Maternidade
sou tua mãe, lembra-te que sei tudo sobre ti.
Não tenho grandes questões à volta desta afirmação. No resto do mundo, andam filhos a enganar as mães e mães, sem o perceberem, a enganarem-se a si mesmas.
Não tenho grandes questões à volta desta afirmação. No resto do mundo, andam filhos a enganar as mães e mães, sem o perceberem, a enganarem-se a si mesmas.
Viver comigo meu pranto
Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia
E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi
Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver
Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia
David Mourão-Ferreira
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Hoje, na Igreja de Santa Catarina, às 21h30
por ocasião da visita da imagem peregrina de
Nossa Senhora da Conceição, de Vila Viçosa
Louvores a Maria – fado, oração, poesia
Com: Carlos Guedes de Amorim; Katia Guerreiro, Maria Ana Bobone, Salvador Taborda Ferreira.
Guitarra portuguesa e viola: João Maria Veiga, João Veiga, Paulo Valentim
Poemas declamados por: Simone de Oliveira
Entrada livre
Eu ando de t-shirt no Inverno. Tenho uma resistência ao frio maior que a média (depois ao calor frito), e porque há muito tempo, já deixámos de ter Inverno, as temperaturas estão mais amenas, e não faz sentido, só porque é Inverno, andar como se estivéssemos no Artico. Ainda há os ares-condicionado, um secador humano. Aquece o ar e deixa-nos desidratados. Mas enfim, é Inverno e temos de levar com a cultura do frio, dos outros.
Mas esse post do Nuno C.S., é curioso, mais do que ser engraçado, ele mostra uma fraqueza, talvez se julgue menos homem por não ser capaz de aderir à t-shirt?. As mulheres andam há anos com o ventre à mostra e o NCS acha normalíssimo. Mas quando um homem usa uma t-shirt no Inverno aí já é um uniformizado e choninhas. Pachorraless
Mas esse post do Nuno C.S., é curioso, mais do que ser engraçado, ele mostra uma fraqueza, talvez se julgue menos homem por não ser capaz de aderir à t-shirt?. As mulheres andam há anos com o ventre à mostra e o NCS acha normalíssimo. Mas quando um homem usa uma t-shirt no Inverno aí já é um uniformizado e choninhas. Pachorraless
Já só falta uma semana...
E porque é sexta-feira...
"I Like to Move It"
Madagascar 2: Escape 2 Africa
Madagascar 2: Escape 2 Africa
(Will.I.Am)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
BPP
O Estado ao fazer a injecção dass kapital no BPP salva o quê e quem?
O BPP é pin?
O BPP é importante para quem?
O Estado está a fazê-lo porque os estadistas são accionistas/ clientes do BPP?
Afinal, o BPP é o quê?
Quantos conheciam o BPP antes desta bosta toda?
Enquanto isto, o maior partido da oposição, continua no caminho da idiotassincrasia. Achava piada assistir a uma reunião magna dos gajos, daquelas em que decidem o que é que a MFL vai dizer agora. Do tipo "oh pázinha manda aí uma posta sobre o BPP..." - "não pah, olha que ainda perdemos as nossas economias", "atão e se falássemos da crise, essa ainda ninguém se lembrou..." - "... talvez seja melhor um silêncio..." - "responsabiliza aí o Sócrates pela crise pah..." - "e os chatos dos professores, é melhor tar calado ou ainda sobra para nós, a MFL que o diga..." - ... se eu fosse um empresário em dificuldade, mobilizava a claque dos no name boys e fazia uma espera ao Estado.
O BPP é pin?
O BPP é importante para quem?
O Estado está a fazê-lo porque os estadistas são accionistas/ clientes do BPP?
Afinal, o BPP é o quê?
Quantos conheciam o BPP antes desta bosta toda?
Enquanto isto, o maior partido da oposição, continua no caminho da idiotassincrasia. Achava piada assistir a uma reunião magna dos gajos, daquelas em que decidem o que é que a MFL vai dizer agora. Do tipo "oh pázinha manda aí uma posta sobre o BPP..." - "não pah, olha que ainda perdemos as nossas economias", "atão e se falássemos da crise, essa ainda ninguém se lembrou..." - "... talvez seja melhor um silêncio..." - "responsabiliza aí o Sócrates pela crise pah..." - "e os chatos dos professores, é melhor tar calado ou ainda sobra para nós, a MFL que o diga..." - ... se eu fosse um empresário em dificuldade, mobilizava a claque dos no name boys e fazia uma espera ao Estado.
Lendo os outros...
"Nova tribo
Há um novo grupo nas nossas urbes cada vez mais uniformizadas e choninhas: o dos tipos que usam t-shirt no Inverno. Estamos todos com sobretudos, pulloveres de lã, luvas, aquecedores no máximo, chás a ferver e o tipo da t-shirt está na boa, normalmente com um sorrisinho, a olhar, festivo, para uma mini gelada. Não vale a pena enviar comentários de tia do género: "Ó Zé Ricardo, vai vestir aquele casaquinho azul bebé do Ferrador que isto está um gelo". Esta malta não tem frio nem, felizmente, emenda. Olha para nós com o arzinho relaxado e arrogante de quem faz parte de outra casta - a dos desarrepiados. Havia os góticos, os vanguardas, os metálicos, os rockabilly, os betos. Agora também há os tipos que usam t-shirt no Inverno. E, quem sabe, gola alta no Verão. Pena já não haver aqueles pregões do Blitz: "Vi-te na estação dos Anjos. Era Dezembro, estava um frio do camandro e tu trazias vestida uma t-shirt da Leopoldina". "
Há um novo grupo nas nossas urbes cada vez mais uniformizadas e choninhas: o dos tipos que usam t-shirt no Inverno. Estamos todos com sobretudos, pulloveres de lã, luvas, aquecedores no máximo, chás a ferver e o tipo da t-shirt está na boa, normalmente com um sorrisinho, a olhar, festivo, para uma mini gelada. Não vale a pena enviar comentários de tia do género: "Ó Zé Ricardo, vai vestir aquele casaquinho azul bebé do Ferrador que isto está um gelo". Esta malta não tem frio nem, felizmente, emenda. Olha para nós com o arzinho relaxado e arrogante de quem faz parte de outra casta - a dos desarrepiados. Havia os góticos, os vanguardas, os metálicos, os rockabilly, os betos. Agora também há os tipos que usam t-shirt no Inverno. E, quem sabe, gola alta no Verão. Pena já não haver aqueles pregões do Blitz: "Vi-te na estação dos Anjos. Era Dezembro, estava um frio do camandro e tu trazias vestida uma t-shirt da Leopoldina". "
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Nuno Costa Santos, in 'Melancómico'
El Labirinto del Fauno

Há aqueles filmes, em que vou criando um mito à sua volta. Não os vi no cinema, vou cruzando-me com eles ou em referência, tornam-se quase em objecto de devoção sem os conhecer, até que anos mais tarde, os absorvo, e não há qualquer fraude, há a confirmação da perfeição. Aconteceu com as manas Lisboa, aconteceu agora com El Labirinto del Fauno, vai acontecer mais.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Dia 20 de Dezembro, em versão de concerto, o Fidelio de Beethoven, com Anja Kempe e o Simon O´Neil. Excepto em versão passo de corrida na Gulbenkian, não é possível ouvir em Portugal, grandes cantores, os Grandes mesmo, aqueles que têm contratos até 10 anos antes com salas de espectáculo. Este Fidelio, em qualidade, talvez só comparável, com a produção há 2 anos do Woyzeck, precisando de andar para trás para aí uma década, para aterrar num Cosi Fan Tutte da Opera de Nantes, e depois mais uns anos, tendo aqui de recorrer à memória dos avós.
E se Beethoven tem sinfonias que são obras corais incríveis, esta ópera, parece uma longa sinfonia vocalmente encenada. Misturou tudo o que é talento e conseguiu dos melhores II Acto da história. Aqui estou em grande, vou ouvir do que mais gosto pelos que melhor o cantam.
E se Beethoven tem sinfonias que são obras corais incríveis, esta ópera, parece uma longa sinfonia vocalmente encenada. Misturou tudo o que é talento e conseguiu dos melhores II Acto da história. Aqui estou em grande, vou ouvir do que mais gosto pelos que melhor o cantam.
Criadas de servir

"(...) os adversários internos que Manuela Ferreira Leite tem no PSD constituem um universo singular. A liderança de qualquer partido sempre teve tensões, oposições internas e fricções mais ou menos latentes e sensíveis. Mas o actual caso do PSD é especial e ultrapassa tudo o que é concebível na matéria.
Há no PSD um núcleo de patriotas indefectíveis disposto a fazer tudo para impedir que o partido leve a melhor nas eleições. Basta ouvi-los na televisão ou na rádio durante alguns segundos, ou lê-los nos jornais ao longo de escassas linhas. É uma gente com alma de criada de servir que só sabe dizer mal da patroa nas lojas da vizinhança. Aposta muito mais venenosamente na desagregação da imagem de Manuela Ferreira Leite e do PSD do que o próprio PS. Está desesperada e disposta a tudo. Todas as semanas se manifesta, sob os pretextos mais idiotas e nas formulações mais ranhosas e rasteiras. E todas as semanas dispõe de larga cobertura de uma comunicação social tão prazenteira a anunciar as suas leituras, quanto superficial e leviana a passar à margem do que é realmente importante ou a analisar o fundo das questões.
É certo que, no PSD, houve sempre uma tendência à formação de núcleos de contestação do poder internamente constituído, mas isso não diminuiu a força do partido ao longo das décadas. A contenção eficaz dos adversários internos até acabou por contribuir muitas vezes para o fortalecimento da posição do próprio líder nos momentos decisivos. Mas o certo também é que aquela contestação nunca atingiu as proporções que se verificam agora, em que a falta de escrúpulos e a vileza se dão as mãos sem olhar a meios. "
Há no PSD um núcleo de patriotas indefectíveis disposto a fazer tudo para impedir que o partido leve a melhor nas eleições. Basta ouvi-los na televisão ou na rádio durante alguns segundos, ou lê-los nos jornais ao longo de escassas linhas. É uma gente com alma de criada de servir que só sabe dizer mal da patroa nas lojas da vizinhança. Aposta muito mais venenosamente na desagregação da imagem de Manuela Ferreira Leite e do PSD do que o próprio PS. Está desesperada e disposta a tudo. Todas as semanas se manifesta, sob os pretextos mais idiotas e nas formulações mais ranhosas e rasteiras. E todas as semanas dispõe de larga cobertura de uma comunicação social tão prazenteira a anunciar as suas leituras, quanto superficial e leviana a passar à margem do que é realmente importante ou a analisar o fundo das questões.
É certo que, no PSD, houve sempre uma tendência à formação de núcleos de contestação do poder internamente constituído, mas isso não diminuiu a força do partido ao longo das décadas. A contenção eficaz dos adversários internos até acabou por contribuir muitas vezes para o fortalecimento da posição do próprio líder nos momentos decisivos. Mas o certo também é que aquela contestação nunca atingiu as proporções que se verificam agora, em que a falta de escrúpulos e a vileza se dão as mãos sem olhar a meios. "
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Vasco Graça Moura no Diário de Notícias de hoje
Lendo os outros

"Laurinda Alves é a primeira candidata às "europeias"
Tenho uma enorme admiração por Laurinda Alves. É uma mulher de causas e extraordinariamente trabalhadora. Daquelas que faz as coisas acontecerem. E do que conheço da sua carreira nunca teve medo de arriscar. Esta participação política não é mais que um salto lógico. Uma pessoa assim tem de participar politicamente. Direi, em elogio, que Laurinda Alves, com esta candidatura, não faz mais que a sua obrigação.
E direi ainda mais. Não me surpreende que o faça no MEP. Surpreende-me que os partidos “tradicionais” a tenham deixado escapar. Tantas e tantas vezes. "
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Tenho uma enorme admiração por Laurinda Alves. É uma mulher de causas e extraordinariamente trabalhadora. Daquelas que faz as coisas acontecerem. E do que conheço da sua carreira nunca teve medo de arriscar. Esta participação política não é mais que um salto lógico. Uma pessoa assim tem de participar politicamente. Direi, em elogio, que Laurinda Alves, com esta candidatura, não faz mais que a sua obrigação.
E direi ainda mais. Não me surpreende que o faça no MEP. Surpreende-me que os partidos “tradicionais” a tenham deixado escapar. Tantas e tantas vezes. "
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Rodrigo Moita de Deus, in '31 da Armada'
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
A minha avó
A minha avó morreu esta noite. A minha querida avó. Tínhamos uma relação muito próxima, a minha avó e eu. Ela vivia em São Paulo e eu em Lisboa, mas estávamos ligados por esse espírito de partilha que transcende distâncias e idades. Talvez ela percebesse melhor do que ninguém o meu lado cinzento. A minha avó não era uma mulher feliz. Nunca foi. Não tinha medo nem vergonha de o dizer. E eu entendia o que ela queria dizer. Porque o dizia sempre com uma enorme nobreza, sem comiseração. Não tinha pena de si própria. Sabia apenas que o tempo dela não era um tempo feliz. Na dureza das suas palavras havia também um tom de desencanto com uma vida que a traiu tantas vezes. Apesar de tudo, nunca negou afectos. Amava como uma avó deve amar. Senti a sua alegria quando na semana passada me viu, nos cuidados intensivos, ligada àquelas máquinas todas. Percebeu que tinha ido para me despedir. Mas ainda assim, no dia do meu regresso a Lisboa, fez-me acreditar que ainda a veria com vida num futuro bem próximo. Ainda nos rimos de disparates que eu disse. E os seus olhos brilharam quando lhe disse que me fazia muita falta. Vai fazer-me muita falta. Não de uma forma evidente. Mas sei que vai doer muito a sua ausência.
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Maria do Carmo Pio Riscado
4 de Dezembro de 1927 - 8 de Dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Isto fica no ouvido...
O tema "Intervalo", com a participação de Rui Veloso, é o primeiro single do disco de estreia do projecto "Perfume", de alguns ex-membros dos Ornatos Violeta e dos Blunder.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Se Saramago pôs Portugal à deriva no Oceano, eu iria até Ballester e colocava-o a pairar, mesmo, sobre a terra.
Mr. T, não leves a mal, se eu considerar que de todas essas "anormalidades" da governação do PM e do PR, a única coisa que deviam preocupar-se, a única que os põe verdadeiramente em Xeque-mate, a um e ao outro, é apenas este caso do BPN.
Aqui tu vês a fragilidade e permissividade do sistema. São todos responsáveis, neste e em outros cargos ocupados. São responsáveis porque o permitiram. O resto meu caro, é k7!
p.s. as tuas imagens são muito agressivas.
Quem vai ganhar?


Um dia nasceram alterações ao Estatuto dos Açores.
O Governo e o PS fizeram alterações que suscitaram do Presidente da República uma solene declaração ao país sobre o assunto, em pleno período balnear e mandou a proposta de alteração de volta para a Assembleia da República.
Cavaco pede alterações ao Estatuto dos Açores.
O Governo não altera.
Para Cavaco é uma questão de poderes presidenciais, ou seja, essencial ao exercício do seu poder.
O Governo não muda uma vírgula.
Temos eleições legislativas para Outubro de 2009.
A contestação ao Governo cresce: são os professores e a Ministra da Educação, é a crise internacional, é a banca, são as listas de espera na saúde, é o desemprego, são as finanças e os impostos é a contestação social generalizada.
Como se salva o Governo?
Cavaco não pode mandar a proposta de alteração ao Estatuto dos Açores para o Tribunal Constitucional.
O Governo estica a corda.
Cavaco não pode voltar a trás, sob o risco da sua própria desautorização.
Só um circo montado, eleições antecipadas, pode ajudar a “limpar” a imagem do Governo.
O Governo estica a corda, Cavaco não dá folga à corda.
O Governo encontrou em Cavaco uma salvação, veremos se Cavaco lhes faz a vontade, mantendo assim a sua palavra, a sua honra e a sua credibilidade, ou não!
O Governo e o PS fizeram alterações que suscitaram do Presidente da República uma solene declaração ao país sobre o assunto, em pleno período balnear e mandou a proposta de alteração de volta para a Assembleia da República.
Cavaco pede alterações ao Estatuto dos Açores.
O Governo não altera.
Para Cavaco é uma questão de poderes presidenciais, ou seja, essencial ao exercício do seu poder.
O Governo não muda uma vírgula.
Temos eleições legislativas para Outubro de 2009.
A contestação ao Governo cresce: são os professores e a Ministra da Educação, é a crise internacional, é a banca, são as listas de espera na saúde, é o desemprego, são as finanças e os impostos é a contestação social generalizada.
Como se salva o Governo?
Cavaco não pode mandar a proposta de alteração ao Estatuto dos Açores para o Tribunal Constitucional.
O Governo estica a corda.
Cavaco não pode voltar a trás, sob o risco da sua própria desautorização.
Só um circo montado, eleições antecipadas, pode ajudar a “limpar” a imagem do Governo.
O Governo estica a corda, Cavaco não dá folga à corda.
O Governo encontrou em Cavaco uma salvação, veremos se Cavaco lhes faz a vontade, mantendo assim a sua palavra, a sua honra e a sua credibilidade, ou não!
Lendo os outros...
"Não sei se se estudam estes casos práticos nas escolas de jornalismo (sim, agora existem cursos para se aprender a ser jornalista). Seria bom, pelo menos, que se fossem registando os double standards dos media políticos portugueses. Por exemplo: a líder de um partido de centro-direita utiliza uma ironia inócua como recurso oratório e o mundo indigna-se com o que considera o descuidado revelar de uma mente fascista; no entanto, uns dias depois, um partido de esquerda recebe no seu congresso delegações dos regimes mais vergonhosos que a humanidade conheceu, de países onde a democarcia se encontra suspensa há bem mais do que seis meses, e o mesmo mundo divide-se entre aqueles que acham a coisa perfeitamente normal e, na melhor das hipóteses, aqueles que vêm o dito partido como uma mera relíquia, algo que deve ser aceite como uma saudável manifestação de pluralismo extravagante e pitoresco. "
E porque é sexta-feira...
S.O.S.
(ABBA)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"... não gosto nada do Sporting. Sou benfiquista" Eusébio.
Sei que nunca foste tão bom no verbo como no relvado, pertences à vitrine do SLB, um dos nomes que eles gostam de evocar, quando não podem evocar o presente. Mas olha, nada disto importa, eu também sempre curti mais a lontra com o teu nome, do que tu pazinho. Desejo-vos o melhor, têm é de o conseguir fazer. Não tenho pena de ti, deves estar senil, é o que te salva de veres a desgraça, em que o teu clube navega.

O Touro voltou. O homem da frente é Marat Izmailov, parece que o diabrete russo foi o grande artifice da reconciliação. Vukcevic apareceu o ano passado no Sporting, fez uma época impressionante, com golos marcados e a ser o nosso salva vidas, pela mobilidade, por jogar bem nas alas e como avançado, pelo faro para o golo, pelo potente pé esquerdo. Depois, vieram tempos conturbados, para esquecer. Aquela lesão terrível no ombro e o medo que o perseguiu quando recuperou, e muito o mau feitio das Balcãs a chocar com o de Paulo Bento. Fez muita falta. Interessa agora apenas que está de volta.
Paleolitico Superior

Objectos do período em que o Homem, deixou de apenas fabricar ferramentas para a caça e alimentar-se; talvez com a maior eficiência na caça, tenham começado a dar mais atenção aos riscos que iam fazendo no chão. A primeira vez que alguém fez o contorno de uma qualquer forma, marcou o início da liberdade criativa e de todo o desenvolvimento do cérebro nesta área.
A propósito de greves.
Acredito que muitos possam já estar fartos de tanta manifestação por parte dos professores. Quase que não se fala noutra coisa. No entanto, a realidade da educação não é nada famosa. Mais do que a tão comentada avaliação dos professores, a indignação começa a ficar mais acentuada quando nos deparamos com o ensino em Portugal.
Há uma preocupação excessiva com os fins, os objectivos, os resultados, mas quase nenhuma com o processo, o caminho, a seguir até chegar a esse objectivo. De facto, eu posso ter excelentes resultados finais, basta ser menos exigente, diminuir a dificuldade na avaliação, até mesmo na matéria a leccionar. No entanto, será caminho? A desresponsabilização e a falta de exigência não se sentirão no momento, no agora, aparecerão mais tarde. O imediatismo, normalmente, não dá bom resultado. Se se quer pôr Portugal ao nível da Europa, não creio que passa por uma diminuição da dificuldade. Queremos ser um país de “Drs” ou de “Engs”, só que tal não adianta de nada, na contribuição à nação, se apenas for situado numa capa de superficialidade. Do que vou conhecendo torna-se preocupante, tendo em conta que um dos pilares da sociedade é o da educação.
Quando a intransigência toma lugar ao diálogo com quem vive o concreto da educação, e não meras teorias ou o que se acha que deve ser o ensino, deixa-me um certo mau estar. Será que nós, professores, andamos todos errados?
Há uma preocupação excessiva com os fins, os objectivos, os resultados, mas quase nenhuma com o processo, o caminho, a seguir até chegar a esse objectivo. De facto, eu posso ter excelentes resultados finais, basta ser menos exigente, diminuir a dificuldade na avaliação, até mesmo na matéria a leccionar. No entanto, será caminho? A desresponsabilização e a falta de exigência não se sentirão no momento, no agora, aparecerão mais tarde. O imediatismo, normalmente, não dá bom resultado. Se se quer pôr Portugal ao nível da Europa, não creio que passa por uma diminuição da dificuldade. Queremos ser um país de “Drs” ou de “Engs”, só que tal não adianta de nada, na contribuição à nação, se apenas for situado numa capa de superficialidade. Do que vou conhecendo torna-se preocupante, tendo em conta que um dos pilares da sociedade é o da educação.
Quando a intransigência toma lugar ao diálogo com quem vive o concreto da educação, e não meras teorias ou o que se acha que deve ser o ensino, deixa-me um certo mau estar. Será que nós, professores, andamos todos errados?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Chegou o Pai Natal!!!

Depois de sermos massacrados com crises e mais crises, com relatórios de penúria, desemprego e falências, com visões tenebrosas sobre recessão e futuro incerto, felizmente é Natal e a tradição cumpre-se. Chega o Papai Noel, abre o saco das prendas e, oh milagre, o que sai de lá?? Pois sai um 2009 cheio de prosperidades: baixa de taxas de juros, zero de inflação, gasolina ao preço ao chuva! Ouvimos hoje o nosso Primeiro Ministro e era tal e qual, um figurante bondoso a fazer o número para alegrar as criancinhas crédulas.
O MAR
Antes que o sonho (ou o terror) tecesse
Mitologias e cosmogonias,
Antes que o tempo se cunhasse em dias,
O mar, o sempre mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é aquele violento
E antigo ser que rói os pilares
Da terra e é um e muitos mares
E abismo e esplendor e acaso e vento?
Quem para ele olhar vê-o pela primeira vez,
Sempre. Com o assombro que as coisas
Elementares deixam, as belas
Tardes, a lua,o fogo de uma fogueira.
Quem é o mar, quem sou eu? Sabê-lo-ei no dia
Que se segue à agonia.
Jorge Luis Borges
Antes que o sonho (ou o terror) tecesse
Mitologias e cosmogonias,
Antes que o tempo se cunhasse em dias,
O mar, o sempre mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é aquele violento
E antigo ser que rói os pilares
Da terra e é um e muitos mares
E abismo e esplendor e acaso e vento?
Quem para ele olhar vê-o pela primeira vez,
Sempre. Com o assombro que as coisas
Elementares deixam, as belas
Tardes, a lua,o fogo de uma fogueira.
Quem é o mar, quem sou eu? Sabê-lo-ei no dia
Que se segue à agonia.
Jorge Luis Borges
Tejo 1
Gosto de dias assim, em que os cinzentos se confundem e deixo de perceber onde acaba o Tejo e começa o céu...
Quando toda a Europa festeja o melhor golo da semana (a bicicleta fora de área do Anderson do Setúbal frente ao Benfica), Portugal não fala de outra coisa, senão do frango de Quim.
Ora, entre enaltecer um golo fantástico, e achincalhar um guarda-redes, o país escolhe!
Ora, entre enaltecer um golo fantástico, e achincalhar um guarda-redes, o país escolhe!
Golos em 3D

Em Versailles, o Jeff Koons está a utilizar o palácio, como expositor para os seus mega bibelots.
Percebi agora o que não gosto nele, apesar de ter coisas fixes, é folclórico e popular, é um young american!
À volta do Turner

É de um rapaz chamado Enrico David.
Para o recorde há um trabalho intenso e demorado por trás, na utilização de materiais como a lã e seda.
Hoje num artigo da bola, o senhor jornalista, intitulava o Cristiano Ronaldo de legenda. Acho que sim!
O rapaz conseguiu, é o melhor do mundo de 2008.
O que me apetece dizer hoje sem razão aparente
«Well no one here, is getting out alive
This time I've really lost my mind and I don't care
So close your eyes
And kiss yourself goodbye
And think about the times you spent and what they've been
To me it's nothing.»
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Lendo os outros
"Celebrou-se, não reparei, mas se deve ter celebrado, o dia da Restauração da independência de Portugal. Logo aqui, há uma certa estranheza. Independência de quem? A última nau, nas palavras de Pessoa, de Portugal, do único Portugal possível partiu em 1578. E não mais regressou. Ora, não havendo Portugal, como poderá ter havido Restauração no ano da Graça de 1640? E, não havendo Portugal, assim, não podendo haver Restauração num lugar que não existe, como, mesmo assim, se celebra tal impossibilidade? A única resposta que eu encontro como possível é esta: não estamos em Portugal, nem os festeiros são portugueses.
Desde 1578 que aquilo que foi Portugal é governado e habitado em larga maioria por antiportugueses, estrangeiros, incapazes e simples idiotas, período este que coincide com a ascensão da Casa de Bragança ao poder. Já D. João II nos tinha mostrado como conversar com tal raça: decepando-os! O que, aliás, não configura nenhuma pena antes um alívio, pois nenhuma cabeça de Bragança tem outra função que não seja a de exercer peso sobre o restante corpo do mamífero em causa.
Saltando uns séculos, porque estou cansado, convém perguntar-nos se é possível restaurar Portugal. É possível, porque Portugal não passa de um sonho, e muita gente há que é capaz de sonhar o mesmo sonho duas vezes. Salazar, um semiportuguês, andou perto, mas, não sendo totalmente português, não foi totalmente capaz de restaurar Portugal. Teve o azar da guerra e o azar de ter vivido em Coimbra.
Se Caeiro guardava rebanhos na cabeça, eu, não tendo jeito para pastorear gado, sou uma autêntica manjedoura de pátrias e sistemas políticos. Pátria não é necessária que nasça; já nasceu; sistema político-social que dê forma à Pátria, é que ainda está por nascer. Sendo a Pátria Portugal, o sistema necessário terá de começar por ser, obrigatoriamente, um anti-sistema, isto é, um sistema que elimine este que está. Eliminar o sistema é, contudo, insuficiente; terão de se eliminar os representantes do sistema, quer dizer, um esforço conjunto de todos os portugueses a perseguir, prender e executar qualquer governante, representante de um não-País, e respectivos opositores e apoiantes, ou seja, a completa eliminação de qualquer vestígio de Política e da Plutocracia vigente.
Segue-se, e foi aqui que Salazar se enganou, que o País nunca se poderá governar por Deus, Pátria e Família. Deus não está nem acima nem abaixo dos homens: estará, se estiver, diante destes. A Pátria, sendo Portugal, também não está, pois sendo a Nação do mar e do amor, é a nação do mistério e do desconhecido. Sobra a Família: não sobra grande coisa. A Família sem Deus e sem Pátria, não é Família, é ajuntamento. Assim, não nos sendo suficiente o modelo mais português que possuímos, sendo-nos veneno o modelo inglês, francês, russo, alemão, americano, qual será, então, o sistema político capaz de dar forma ao sonho? Nenhum. Portugal governa-se não sendo governado, tal como um sonho vive-se insconsciente e liberto, sem capitalistas, comunistas, liberais, conservadores, republicanos, monárquicos, apenas, e só, com portugueses."
Desde 1578 que aquilo que foi Portugal é governado e habitado em larga maioria por antiportugueses, estrangeiros, incapazes e simples idiotas, período este que coincide com a ascensão da Casa de Bragança ao poder. Já D. João II nos tinha mostrado como conversar com tal raça: decepando-os! O que, aliás, não configura nenhuma pena antes um alívio, pois nenhuma cabeça de Bragança tem outra função que não seja a de exercer peso sobre o restante corpo do mamífero em causa.
Saltando uns séculos, porque estou cansado, convém perguntar-nos se é possível restaurar Portugal. É possível, porque Portugal não passa de um sonho, e muita gente há que é capaz de sonhar o mesmo sonho duas vezes. Salazar, um semiportuguês, andou perto, mas, não sendo totalmente português, não foi totalmente capaz de restaurar Portugal. Teve o azar da guerra e o azar de ter vivido em Coimbra.
Se Caeiro guardava rebanhos na cabeça, eu, não tendo jeito para pastorear gado, sou uma autêntica manjedoura de pátrias e sistemas políticos. Pátria não é necessária que nasça; já nasceu; sistema político-social que dê forma à Pátria, é que ainda está por nascer. Sendo a Pátria Portugal, o sistema necessário terá de começar por ser, obrigatoriamente, um anti-sistema, isto é, um sistema que elimine este que está. Eliminar o sistema é, contudo, insuficiente; terão de se eliminar os representantes do sistema, quer dizer, um esforço conjunto de todos os portugueses a perseguir, prender e executar qualquer governante, representante de um não-País, e respectivos opositores e apoiantes, ou seja, a completa eliminação de qualquer vestígio de Política e da Plutocracia vigente.
Segue-se, e foi aqui que Salazar se enganou, que o País nunca se poderá governar por Deus, Pátria e Família. Deus não está nem acima nem abaixo dos homens: estará, se estiver, diante destes. A Pátria, sendo Portugal, também não está, pois sendo a Nação do mar e do amor, é a nação do mistério e do desconhecido. Sobra a Família: não sobra grande coisa. A Família sem Deus e sem Pátria, não é Família, é ajuntamento. Assim, não nos sendo suficiente o modelo mais português que possuímos, sendo-nos veneno o modelo inglês, francês, russo, alemão, americano, qual será, então, o sistema político capaz de dar forma ao sonho? Nenhum. Portugal governa-se não sendo governado, tal como um sonho vive-se insconsciente e liberto, sem capitalistas, comunistas, liberais, conservadores, republicanos, monárquicos, apenas, e só, com portugueses."
Change?

"Obama decidiu também reconduzir à liderança do Pentágono o actual titular do posto Robert Gates, num momento em que os Estados Unidos estão envolvidos de forma militar em várias regiões do mundo, em especial no Iraque e no Afeganistão, pelo que o ex-director da CIA pode ser uma peça central. Esta é também a primeira vez que um secretário de Estado da Defesa se mantém de um Administração para a seguinte."
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