sexta-feira, 10 de outubro de 2008

As dúvidas de crise

A 15 de Outubro a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu 15% do capital que detinha na REN e nas Águas de Portugal à Parpública, entidade pública que gere participações do Estado em empresas privadas . E ontem emitiu 400 milhões em obrigações.
Duas acções com um intervalo de uma semana com o propósito da CGD ganhar liquidez, ter dinheiro em caixa, dinheiro disponível.
Por que razão tem a CGD, na frase de crise dos mercados financeiros, tem necessidade de obter maior liquidez financeira?
Das duas três: ou precisa de dinheiro para fazer face à crise, porventura, para ajudar ou, até mesmo, comprar um banco português em crise ou em risco de falência, garantindo assim os depósitos feitos? Ou precisa de dinheiro para fazer face à crise por incompetência da gestão anterior que deixou um buraco financeiro na CGD? Ou porque precisa de dinheiro para injectar na economia quando a crise se instalar em Portugal, substituindo-se ao Governo, sendo o banco público que fará a economia continuar a andar, que emprestará dinheiro quando todas as outras instituições bancárias o deixarem de fazer?
A razão de facto não a sei, mas que o que se passa na CGD e perante todos os sinais de crise pelo mundo fora estas duas operações financeiras da CGD deixam-me a pensar e pouco confiante com as declarações do Ministro das Finanças e do Primeiro-Ministro sobre a solidez da economia portuguesa.

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