sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

« (...) hoje em dia, as pessoas avaliam-se, primeiro que tudo, pela sua bondade e capacidade de dedicação (...)»

« (...) cansamo.nos, às vezes do espírito e do intelecto, da pequena exibição de talento de toda a gente (...)»

Michael Cunningham

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Afinal tudo muda para ficar na mesma

Fernando Lima, até então assessor de imprensa do Presidente da República, afinal fica em Belém, impossibilitado de manter contacto com o exterior. Esta história faz-me lembrar este vídeo do Gato Fedorento sobre a liberalização do aborto, parece-me que o diálogo entre Fernando Lima e o Presidente poderá ter sido mais ou menos isto:

Fernado Lima: Sou demito?
Presidente da República: És.
Fernando Lima: Acontece-me alguma coisa?
Presidente da República: Nada.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E assim baixa o desemprego

Depois de ontem abriu uma vaga para assessor de imprensa na Presidência da República!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Escutas em Belém?

Afinal com a demissão de Fernando Lima, de assessor de imprensa de Cavaco Silva, o que podemos concluir é que não havia escutas feitas pelo Governo junto da Presidência da República ou entáo aguardemos por mais esclarecimentos da Casa Civil da Presidência.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Kabuki estreia versão apocalíptica: Woyzeck de Georg Buchner




Numa versão passada num ambiente punk pós-apocaliptico e num cenário inundado, pretendendo ser um ensaio sobre a miséria humana, o Kabuki em co-produção com o Gota TeatrOficina levará á cena a partir de 17 de Setembro sempre às 22h, o imortal texto de Georg Büchner, Woyzech, numa violentíssima encenação de Ricardo Bargão e com interpretações de Frederico Salvador, Inês Barroso, João Filipe Barroso, Lele Mendonza, Márcio Oliveira e Rui Cardoso.
Woyzeck é a história de um homem que perde os pais e para escapar à fome entra para o exército. Aceita dinheiro de um médico para fazer uma experiência: comer apenas ervilhas. O médico exulta ao ver e anotar a degradação em seu corpo. Sua mulher, que é prostituta, é-lhe infiel. Seu superior chama-lhe de imoral pois não é casado. Mantém um relacionamento ambíguo com um companheiro de caserna. O trabalho é degradante, as autoridades são prostituídas mais que constituídas e a vida familiar é um paraíso às avessas. Numa crise de ciúmes mata a companheira e acaba por ser condenado em consequência de ter morto a mulher.

Este drama psicológico ficou inacabado devido à morte do autor 1837 (aos 23 anos de idade); é considerada a obra-prima de Büchner, contendo elementos que apareceriam na dramaturgia mundial apenas durante as vanguardas do século XX, vindo a render uma ópera do compositor austríaco Alban Berg, escrita entre 1914 e 1922, denominada Wozzeck. Esta mesma peça deu origem a um filme de Werner Herzog e teve versões portuguesas no Teatro da Cornucópia com encenação de Luis Miguel Cintra (1978), no Cendrev com direcção de Mario Barradas (1992), Os Satyros no Teatro da Trindade numa versão de Rudolfo Garcia Vásquez (1996) e mais recentemente a versão de Nuno Cardoso para o Teatro Nacional de S.João (2006).

Duração do espectáculo: 100 minutos
Espectáculo para maiores de 16 anos
Preço: 10,00 €

De 17 de Setembro a 31 de Outubro de 2009
Quintas, Sextas e sábados às 22h00
Local:
GOTA TEATROOFICINA
Calçada do Correio-Velho, nº14-16 - 1100-171 Lisboa
h t t p : / / w w w . k a b u k i . p t

Ficha Técnica
Texto: Georg Büchner
Encenação, dramaturgia e concepção plástica: Ricardo Bargão
Assistente de Encenação: Márcio Oliveira
Produção: Kabuki Produções em co-produção com Gota TeatroOficina
Produção Executiva: Rui Cardoso
Assistentes de Produção: Célia Pires, Miguel Leitão e Márcio Oliveira
Interpretação: Frederico Salvador, Inês Barroso,João Filipe Barroso,Lele Mendonza, Márcio Oliveira, Miguel Leitão e Rui Cardoso
Fotografia: Alípio Padilha
Luzes/Montagem: José Carvalho da Silva

Info/Reservas: 210994142 - studio@kabuki.pt
http://www.kabuki.pt

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Informe C3 - Edições Julho e Agosto





Sei que está em atraso, mas aqui deixo os links para as edições de Julho e Agosto do Informe C3.

Edição de Julho: "Onde está a moda?" (Regra/Formatividade/Estilo de Vida/Consumo).

O meu artigo: Religião: "à la carte"?

Edição de Agosto: "Sem barba, sem lenço, sem documento". (Disponibilidade/Desprendimento/Visibilidade/Público e Privado).

O meu artigo: O nu que se cobre, a descoberta do nu...


E porque é sexta-feira...


Wim Mertens
"we are the thieves"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Prenúncio de morte


A recente indicação de Maria José Morgado como responsável pela investigação do caso dos doentes que cegaram no Hospital de Santa Maria.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Podem explicar?

Ao que parece ontem foi divulgado mais um resultado de um concurso de colocação de professores.

Todos os anos é a mesma saga: professores não colocados, professores erradamente colocados, professores injustiçados, professores que se queixam, professores felizes, professores colocados a quilómetros das suas áreas de residência, professores…

Mas há uma coisa que não percebo não era mais fácil colocar, pelo menos, por 10 anos professores de numa determinada escola, de onde só sairiam por razões muito excepcionais?

Fechar um circulo

Para ser totalmente feliz e fechar um círculo só me falta um dia poder dizer:
Obrigado filho por me teres feito pai!

segunda-feira, 6 de julho de 2009


Pinho volta

Já passaram tantos dias e ainda não me consegui recompor com a demissão do nosso ministro Pinho, da pasta da Economia.

E porquê tanta tristeza? Pinho era uma fonte inesgotável de material para toda a blogosfera! E agora que será feito de nós?
Abro aqui candidaturas a substitutos de Manuel Pinho.
Até lá estou de luto…não sem antes vos deixar com algumas boas recordaçõe de Pinho.


















quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dias Loureiro constituído arguido


As vezes o sistema tem de dar ares de que funciona, não distingue ricos dos pobres, poderosos dos fracos.

Veremos e aceito apostas para o desenrolar deste processo!

Prémio E assim ficamos todos a perder ou Prémio Desculpem mas tenho vergonha

«Só faço topless na varanda.»
Lúcia garcia, manequim, in Correio da Manha

domingo, 28 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

PT, a TVI e o Governo

Se a PT está ou não interessada em comprar 30% da TVI é uma coisa. Agora que o Governo, quando tem uma golden share na PT, vir afirmar que nada sabe, não cabe nem ao careca.

O grave deste episódio está, sim, no facto de o Sr. Primeiro-Ministro, mais uma vez, querer nos fazer passar todos por parvos e querer que todos acreditemos que nada sabia.
Haja pachorra. Sr. Primeiro-Ministro já tem idade para saber fazer melhor do que isto!

E porque é sexta-feira...



Earth Song
Michael Jackson

quinta-feira, 25 de junho de 2009

«Ah, When you smile at me you know exactly what you do.
(...)
And I can't believe, that I'm your man,
And I get to kiss you baby just because I can.»
Michael Buble, Everything lyric

sexta-feira, 19 de junho de 2009

E porque é sexta-feira...

(Mesmo não sendo o Pedro, continuo algo que muitas pessoas manifestaram gostar... )




Sanvean
Lisa Gerrard/Dead Can Dance

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A propósito...

... de "à flor da pele", de Rui Lopes Graça.



Tão superficial, será? Como te dizer que te Amo? Aqui estou em fusão contigo, mesmo que não conheça alguns dos teus sentimentos, enquanto jantamos e me contas o teu inconsciente. Há meiguice em ti, mas tanta brusquidão enquanto te lanças neste espaço tão nosso. Quem são estes? Seremos nós, vistos a partir de nós? Serão outros que revelam a outra face do que nos sentimos? Comem connosco, comem contigo!

Vamo-nos deitar, abraça-me.... Entra em fusão comigo, deixaremos o azul e todo o sangue da vida pulsa e espalha-se: dois somos um... No desejo infinito de nos agarrarmos para sempre, juntamente com o beijo que trocamos. É respirar em conjunto o mesmo ar...

Não aguento! Eles voltam(-se)... Tenho algo para (te) dizer. É tudo tão forte, tão denso, a nossa vida. a minha vida, a tua vida, a deles... voltas, saltos, acrescentos ao nosso diálogo de corpos que transmitem a fala do corpo de mulher, do corpo de homem. Será que nos conhecemos mesmo? Haverá superficialidade nesta nossa pele que quer espalhar o profundo não limitado ao jantar, à cama, à discussão. Quero, desejo, quero, conhecer-te e ser mais contigo, nem que haja morte, nem que me abandone em abraços... Mesmo com os outros que aparecem com a violência dos gestos, despidos de pudores e caminhem, não suavemente, em saltos que repetem connosco...

Não, não é superficial... Os poros purificam... São a porta de entrada, na pele minha, agora tua...


terça-feira, 16 de junho de 2009

Como Espanha viu o cartaz de Ferreira Leite


«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

Jordi Joan, La Vanguardia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Entrevista...

... a propósito da relação que tenho entre Deus e a dança, feita por João Delicado, sj. Deixo aqui o post do João ("Ver para além do olhar"):

Paulo Duarte sj: Deus e a Dança

Calcorreámos o Museu do Oriente para cima e para baixo, entrámos em todos os corredores, experimentámos todas as portas, abriamos umas, outras não, descemos escadas, voltámos a subir, imaginámo-nos num síto, no outro, uma sala grande com muita luz, vazia, um corredor verde, uma janela sobre o rio. Mas nada servia. Voltámos ao auditório e continuava aquela movimentação toda a anteceder o espectáculo de Saju George, o jesuíta bailarino. Já estava a sentir que aquilo não ia dar nada, que iríamos ter que adiar para outra oportunidade.

Foi então que uma responsável do museu gritou do palco lá para cima: “vamos fazer silêncio!”. O pessoal respondeu com um profissionalismo impressionante e o Paulo e eu pudemos então instalar-nos no próprio palco. Até parecíamos pessoas importantes com uma equipa às nossas ordens.

Conversámos uns minutos. Sempre tinha desejado fazer estas perguntas ao Paulo. Falar com ele sobre a sua paixão por Deus e pela dança. E nada como uma entrevista para poder fazer as perguntas que sempre lhe quis fazer.


1. Como foi o último espectáculo do Emílio Cervelló?
2. Curiosamente fizeste o percurso inverso em relação ao do Emílio...
3. Como descobriste a dança?
4. O que é para ti dançar?
5. Como é que a dança pode falar de Deus?
6. Qual foi o momento mais especial que viveste na dança?

Para aprofundar:
Entrevista com o Emílio Cervelló



Informe C3



Eis a 4ª edição do Informe C3. Continuo a colaborar neste projecto com outro artigo "O Sagrado (...nos dias de hoje...)!".

Comunicar

12 minutos que valem a pena ver... e pensar sobre eles!

Sting doa guitarra-baixo autografada para apoiar luta contra a Leucemia


Uma guitarra do Sting, um quadro inédito de Graça Morais, o primeiro onde pinta uma criança, as última camisolas da carreira de Luis Figo e as chuteiras com que Cristiano Ronaldo jogou a Final da Liga dos Campeões Europeus são alguns dos objectos do leilão organizado pela Associação Portuguesa Contra a Leucemia para angariação de receitas, no âmbito do Concerto bianual da associação, que se realiza no Pavilhão Atlântico, dia 2 de Julho.

Em palco estão o Maestro e tenor José Cura, a fadista Mariza, Luís Represas, Rui Veloso, Camané, Pedro Caldeira Cabral e Los Calchakis, todos acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e pelo Coro Lisboa Cantat. A apresentação está a cargo de Catarina Furtado.

O concerto e o leilão visam a angariação de fundos para a APCL, destinados ao apoio ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea e à investigação dedicada ao tratamento da leucemia, uma doença que afecta 1.000 pessoas todos os anos em Portugal.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Oliveira e Costa


«Os despojos finais do cavaquismo foram ontem exibidos por Oliveira e Costa no parlamento (...)»


Eduardo Dâmaso, in Correio da Manhã

terça-feira, 19 de maio de 2009

The end


Foram precisamente 4 anos, 2 meses e 10 dias. Umas vezes estive mais presente e outras vezes estive completamente ausente. Até me fui embora durante um período em que pensava que não podia ter um blog e trabalhar onde trabalho. Mas fui voltando sempre porque isto é um bocadinho viciante. Foram muitos posts, muitas músicas, muitas sugestões, muitos estados de espírito. Falei sobre muita coisa e, muitas vezes, sobre nada.
Hoje cheguei à conclusão que acabou. Termino neste dia a minha participação n'O.Insecto. Deixo-o nas mãos de outros enquanto entenderem que isto deve continuar.

A todos os que me leram, os que comentaram, os que me criticaram, deixo um abraço.

Aos outros Insectos, agradeço a presença e a amizade.


Pedro Rapoula

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os médicos


Sempre que vou ao médico venho de lá com uma coisa nova que não tinha antes de lá ir resolver um determinado problema.



Desta vez uma simples ia de rotina ao dentista fez-me vir de lá com o que ele chamou: trauma de escovagem!



Há com cada coisa...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A não perder!


LULA PENA no Museu Nacional de Arte Contemporânea: Museu do Chiado
16 de Maio - 22H00

"Enorme talento de trilho nómada, em permanente viagem pelas terras que se lhe oferecem, faz já mais de dez anos que não lança um disco (parece que é desta), e os concertos anunciados que dá tornaram-se um bem demasiado precioso para serem desperdiçados.
Diz que era (é, será?) fadista por ser portuguesa, e que estar longe lhe faz sentir ainda mais ser de cá. Percorre, capta e interioriza o norte de África, a música das águas do Mediterrâneo, os lamentos e rezas do samba e da bossa.
Por agora, parece que todos a conhecem (mas todos nunca são suficientes, e podem ser muito mais; devem, têm que ser) mas que é raro saber por onde pára; certo é que ninguém a esquece. Leve demais para ser apanhada, desaparece por entre os nossos dedos, refaz-se e voa para onde for que o destino aponte. Esta ocasião em que a podemos ver cantar é, então, um daqueles dias sagrados em que podemos ficar um passo mais perto do sopro divino. Um recital para voz e guitarra como não há em mais lado algum."

Maios informações AQUI

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Chavela Vargas aos 90 anos, "así me voy a morir, sin yugos"

(...) sinto-me muito contente. Cumpri uma missão. Com muito gosto. Sem ser forçada. Com amargura às vezes. Com dor mais que tudo. Mas isso passou. Não deixou cicatrizes na minha vida. Não tenho más recordações. Foi tudo belissimo."
(...) Há que inventar as coisas e, quando se inventam, doem. Doem muito. Há que conter a mentira. Há que conter tudo isso, e dói muito. Dói cada dia. Tens medo de que se descubra a verdade. Parecemos muito valentes, mas por dentro...só Deus sabe"
(...) saudade é liberdade. Ser livre é o mais belo. Eu não tenho jugos. Não me agacho perante nada. Jamais. (...) A alma vale mais que os milhões. Encanta-me ser assim e é assim que vou morrer, livre, porque já não me falta muito. Estou consciente de que estou a terminar a minha caminhada.Não há que ter tristezas. Digo-o tranquila, sem amargura".

Entrevista de Chavela Vargas, ao El Pais semanal

Dentro da onda





























Via João, obrigado.







quinta-feira, 7 de maio de 2009

Que tonta


Ana Gomes dá, hoje, uma entrevista à revista Sábado. As declarações são tão tontas, que não consegui ler a entrevista até ao fim. Entre uma continuidade de insignificâncias, as declarações são tão infantis que roçam a declaração indígena.

Uma pena porque ainda esperei poder ler qualquer coisa que de facto valesse a pena.

Enganei-me…

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja 1925-2009


Vasco Granja, divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu esta madrugada em Cascais. Tinha 83 anos.

Autodidacta e com múltiplos interesses culturais ao longo da sua vida, Vasco Granja nasceu em Campo de Ourique (Lisboa) a 10 de Julho de 1925. Começou a trabalhar, ainda muito novo, nos antigos Grandes Armazéns do Chiado, e depois ao balcão da Tabacaria Travassos, na baixa lisboeta, que consideraria, anos mais tarde, a sua universidade. O seu interesse pelo cinema surge na adolescência e aos 16 anos chegaria a ser admitido como segundo assistente de fotografia no filme “A Noiva do Brasli”, de Santos Neves.

No início da década de 50 envolve-se no movimento cineclubista, tendo desempenhado funções directivas no Cine-Clube Imagem. Granja foi preso pela primeira vez pela polícia política do Estado Novo em Novembro de 1954, quando militava clandestinamente no PCP. Esteve preso sem julgamento seis meses e quando foi libertado voltou às suas actividades cineclubísticas e à divulgação cultural na imprensa. Datam de 1958 os seus primeiros artigos sobre o cinema de animação, nomeadamente na sequência da descoberta dos filmes experimentais do canadiano Norman McLaren.

No início da década de 60 arranja trabalho na Livraria Bertrand, onde se manteve até à reforma.
É preso de novo em 1963, julgado e condenado a 18 meses de prisão. Quando foi libertado, em 1965, Vasco Granja retoma a sua actividade cultural, com artigos nos “media” sobre cinema e literatura.
O seu nome é habitualmente associado à divulgação da banda desenhada em Portugal. O termo “banda desenhada” é, aliás, utilizado pela primeira vez por Granja num artigo publicado pelo “Diário Popular” em 19 de Novembro de 1966.

Integra a equipa fundadora da revista francesa de crítica e ensaio de banda desenhada “Phénix”, nos anos 60 e participa regularmente no Salone Internazionale dei Comics, em Lucca (Itália), o mais importante encontro do género nos anos 70.

Em Portugal, a sua actividade de divulgação da banda desenhada intensifica-se a partir do aparecimento da edição portuguesa da revista “Tintin”, em Junho de 1968, onde escrevia e traduzia artigo, além de ter a responsabilidade da secção de cartas aos leitores. Foi director da segunda série da revista “Spirou” (edição portuguesa) e coordenador da edição de banda desenhada da Bertrand. Animou o “Quadrinhos”, um dos primeiros fanzines surgidos em Portugal, em 1972. Esteve ligado à fundação da primeira livraria especializada de BD em Lisboa, O Mundo da Banda Desenhada, em 1978.

Em 1974 e 1975 integra o júri do Salão Internacional de BD de Angoulême. Depois de 25 de Abril de 1974, Vasco Granja mantém um programa regular sobre cinema de animação na RTP, que teve mais de 1000 emissões e divulgou sistematicamente as grandes escolas internacionais do género. Estava reformado desde 1990.