quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Em dia de aniversário...
A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
terça-feira, 18 de outubro de 2011
[Gn 22, 1-18]
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Voos, tripulantes de cabine e realidade de vida!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Portugueses e Finlandeses (ou outros)!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
[Rt 1 - 4]
sobre textos antigos,
sagrados.
O moldar da pele
diante da nova realidade
(re)feita em ensinamentos.
A recolha de espigas
anunciadoras de novo mundo,
na seara que ondeia
ao sabor do vento
que sopra por onde quer.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
a plenitude da leveza do ser
sábado, 12 de fevereiro de 2011
[Lc 10, 41-42]
[procurada nos afazeres
quotidianos,
sem sentido aparente.
É sempre do mesmo,
como rotina (des)esperada
em cada toque de despertador.
Sentirei o palpitar cardíaco?
É sempre do mesmo
com as variações
da profundidade do sentir]
da Vida
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
[1 Cor 1, 20]
A curiosidade presente
na rua que cruzo entre o
Saber do não saber.
Dúvida(s).
A inquietação da subida
do monte, deixando a areia
dos pés formar a palavra
viva.
Silêncio.
Afinal os dias
são maiores,
nas ondas brota jogo novo,
houve descoberta.
Fundamento.
Diante da frase solta
aos ventos:
deu-se a revelação.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Small Pleasures
sábado, 22 de janeiro de 2011
Estado, Liberdade e contratos de associação escolar...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Comentário sobre História da Igreja Antiga
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Crises
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
[Jo 20, 14]
Para MTH
Um engano
e
Passei os olhos por ti,
em tempos,
em conversas,
em dúvidas,
em construção de pontes
(aladas)
de Corpo encarnado.
Que cresce,
desenvolve os sentidos
numa ligação para além
do tempo e do espaço
falando de divindade
na humanidade,
com toque de Sofia,
partilhada
(mesmo em silêncio)
da História,
dos Contos,
do mistério em oculto.
(E aqui, agora)
para ti
chamo
invoco
canto
a Luz,
(vinda em voos)
com (a)braços
protectores,
cheios de Vida
que pintam a realidade de brilho,
anulam a opressão,
fazem sorrir
renovando a inspiração,
a mesma que te faz Ser(vir)
com o dom de palavras.
domingo, 9 de janeiro de 2011
[Mc 6, 46]*
sábado, 8 de janeiro de 2011
[Jo 1, 39]*
* Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde.
Olhar,
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Pensamentos soltos... enquanto acompanho o resgate dos mineiros no Chile
Alex Vega exibe orgulhosamente uma t-shirt com a bandeira do ChileFoto: Hugo Infante/Reuters
in Público.pt
Ao som da subida da Fénix, no resgate dos mineiros no Chile, o meu pensamento não tem parado. Os sentimentos também não...
Neste momento em que “homens nascem da terra”, como me comentou um Amigo e Companheiro do Chile, fico emocionado a olhar para as imagens do “(re)nascimento”. De facto, há a saída do ventre; encontro; choro e grito de libertação; manifestações de fé perante o “milagre” que não pode deixar o mundo indiferente. E agora como olhamos para nós, humanos? Penso nisto...
Primeiro, o silêncio. Aquele contemplativo dos acontecimentos, que deveria calar as comparações politicas, sociais, promotoras de mediatismos. Não interessa o Guiness, não interessa se Portugal, ou seja que parte do mundo for, está também “metido num buraco”. Interessa deixar calar as “vozes” que impedem o agradecer. Tudo mudaria, ainda mais, se fosse o meu pai, ou um tio, ou um primo, ou um avô que lá estivesse. E aqui, não importa a nacionalidade, raça, cor...
...pois, perante acontecimentos de grandes mudanças na vida (seja o ficar preso numa mina, seja uma doença, seja um outro tipo de acidente) há “algo” inexplicável que acontece. Dentro e fora de quem vive. Poder-se-ia dizer conversão.
Estes homens, aos olhos do mundo, tornam-se imagem de trabalho conjunto, em equipa, em partilha, conversas trocadas, como que respiração pelo “cordão-umbilical-Relação-Humana”. A Relação que permite aguentar o desabafo, a dor, a angustia, a inveja, a revolta, a esperança e a alegria... a compreensão pela falha, o respeito pela fraqueza. São heróis, sim. No entanto, para usar as palavras de Mário Sepúlveda, o segundo mineiro a sair, não os tratemos como artistas ou jornalistas, mas como pessoas que são.
As mudanças bruscas implicam muito na vida. Tal como o nascimento de uma criança há toda uma adaptação a acontecer. Gradual, onde se tem de dar espaço não só a cada um deles, como a toda a família. Este não foi, nem é, um concurso, onde cada um livremente decidiu expor-se ao mundo. É a história de cada uma destas 33 pessoas, com nome, sentimentos, vontades, fragilidades... com fé!
A partir de agora é o espaço e tempo também para maturar sobre a vida. Aquela que ganha um novo horizonte, depois do “(re)nascimento”.
“¡Gracias, Señor!”
terça-feira, 6 de julho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Autoridade, Autoritarismo... e Ignorância!
A falta de reflexão - por incapacidade, desconhecimento de como se faz, ou ainda por seguimento do caminho mais fácil – leva à formulação de opiniões fracas, pobres, sem sentido e, por vezes, de forma extremamente arrogante, trazendo consigo uma autoridade de quem a sua palavra é a palavra.
Já caí nesse perigo. Não o vou negar e esconder. Assim, também por ter vivido essa realidade, sinto-me autorizado a escrever sobre este tema da autoridade, sem que siga por uma visão autoritarista, numa imposição da minha verdade.
Há tempos em conversa, surgiu o comentário de que Portugal, com o 25 de Abril, tornou-se um país do “novo-riquismo” dos direitos. Após algum tempo de opressão, o cidadão ganhou novos direitos a partir desta data. Não falarei nem comentarei sobre a opressão, pois não me sinto autorizado para tal, já que me faltam conhecimentos, não só teóricos, mas sobretudo vivenciais. No entanto, posso constatar que, de facto, hoje em dia parece que há toda uma lista de direitos adquiridos ao nível da educação, da economia, da política, da religião, da sociedade, em que muitos se arrogam de alegar seus. E fazem-no como se tivessem toda a autoridade.
É verdade que a liberdade (?) de informação veio permitir dar asas a tais alegações. Blogues, redes sociais, comentários nos jornais on-line, são exemplos de como é possível escrever-se o que se quiser, sobre o que e quem quiser, com grande autoridade. Afinal, a famosa (pseudo)liberdade de expressão é um direito, acabando por ficar refugiada na típica frase “eu cá tenho a minha opinião e opiniões não se discutem” (tal como os gostos). Fará isto sentido?
Não sou contra blogues, redes sociais, e afins. Seria incoerente sê-lo e publicar algo nestes mesmo sítios. Agora sou contra a desinformação, a forma como rapidamente se opina, como se manipula o pensamento social a partir da confusão e, sobretudo, da má educação que nos envolve. Muito disto deve-se à agitação que existe ao nível da autoridade, ou falta dela, levando a que todos se arroguem a prontamente adquiri-la, já que a mesma anda nas ruas da amargura (não posso esquecer que, nas últimas eleições, o programa que fez debate nacional foi humorista, onde literalmente se gozou com a cara daqueles que nos governam, no fundo aqueles que são – concorde-se ou não - a figura da autoridade do país. Como ficará a autoridade se se legitima este gozo descarado?).
Como professor tenho-me debatido bastante sobre esta questão na sala de aula; como leitor de jornais ao ler os comentários; como cidadão ao ouvir o que se diz sobre o país; como pessoa ao me aperceber que os valores das relações humanas andam bastante trocados.
Para ter autoridade é preciso que se seja autorizado. Uma pessoa autorizada é aquela que é capaz de agir de modo a que ajude as pessoas que tem diante de si a crescer, a se formar, no fundo aquela que tem carácter. Por exemplo, em democracia, mediante os votos, é dada autorização ao Presidente da República e à Assembleia da República para governarem, pela maioria dos que votaram – supõe-se que com consciência e com confiança (se assim não foi, é outra história).
Um ponto fundamental é que a autoridade implica necessariamente responsabilidade. Eu tenho autoridade dentro da sala de aula, pois existe responsabilidade para com todos os meus alunos ao nível da educação seja do que ensino, seja da conduta ao nível dos valores e atitudes. Eu, enquanto Comissário de Bordo, tinha autoridade dentro do avião, pois tinha a responsabilidade daqueles passageiros, no zelo da segurança e conforto de todos. Enquanto cidadão também tenho autoridade, entre outras coisas, para denunciar as injustiças, pois também sou responsável pela sociedade de que faço parte.
A questão é que para se ter autoridade tem de se ter formação não só teórica, mas também humana. Caso falhe este tipo de formação entramos no campo do autoritarismo, que corresponde a uma imposição de ideias, acções e até mesmo valores, que apenas beneficiam o próprio ou os seus seguidores, única e exclusivamente.
Vejo que actualmente há um autoritarismo encapotado. Basta pensar na Educação, por exemplo. Medidas atrás de medidas que alimentam a irresponsabilidade (provas de recuperação em caso de se atingir o limite de faltas), o facilitismo (do 8.º para o 10.º), a estatística de (pseudo)sucesso. Tudo em nome do desenvolvimento. Também a desautorização dos professores é uma forma de alimentar o autoritarismo não só dos alunos, como dos Encarregados de Educação.
Muito bem, so what?
Estou numa fase de constatar factos, a avaliação tenho-a feito aos poucos. Não é fácil apresentar soluções, pois é uma luta contra um gigante que se chama “individualismo” crescente - “escolhe por ti, vive o que sentes” -, aliado à falta de tempo para estar com os filhos, comprando-os com tudo o que desejam para não os ouvir, dando-lhes razão com medo do trauma provocado pelo não; junta-se ainda a falta de estudo, de leitura, de se ficar pela superficialidade das coisas.
Não estará na altura de darmos mais espaço à humildade? Humildade não é humilhação, é reconhecimento de capacidades e limites. De facto, se erro devo admiti-lo. O individualismo leva ao orgulho. A verdade e a justiça passam pela busca da coerência de vida, não impondo aos outros que vivam com as falhas das minhas decisões e que façam aquilo que não faço.
Para mim, uma das marcas do apogeu da humanização é libertarmo-nos da lei da selva, onde somos capazes de agradecer o que recebemos, de modo a viver em diálogo, promovendo, assim, a vida do meu próximo.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Carta da Compaixão
O princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, apelando a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão impele-nos a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de sairmos do centro do nosso mundo e, nesse lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo o ser humano, tratando todas as pessoas, sem exceção, com absoluta justiça, igualdade e respeito.
É necessário também, tanto na vida pública como na vida privada, nos abstermos, de forma consistente e empática, de infligir dor. Agir ou falar de maneira violenta devido à maldade, fundamentalismo ou interesse próprio a fim de tirar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao denegrir os outros - mesmo os nossos inimigos - é uma negação da nossa humanidade em comum. Reconhecemos que falhámos na tentativa de viver de forma compassiva e que alguns de nós até mesmo aumentaram a soma da miséria humana em nome da religião.
Portanto, apelamos a todos os homens e mulheres:
~ a restaurar a compaixão ao centro da moralidade e da religião;
~ a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação das escrituras que gere ódio, violência ou desprezo;
~ garantir que os jovens recebam informações exactas e respeitosas sobre outras tradições, religiões e culturas;
~ incentivar uma apreciação positiva da diversidade religiosa e cultural;
~ cultivar uma empatia bem-informada pelo sofrimento de todos os seres humanos - mesmo daqueles considerados inimigos.
É urgente que façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo polarizado. Com raízes numa determinação de princípios de transcender o egoísmo, a compaixão pode quebrar barreiras políticas, dogmáticas, ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, a compaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade realizada. É o caminho para a iluminação e é indispensável para a criação de uma economia justa e de uma comunidade global pacífica.
Mais Informações aqui: http://charterforcompassion.org/
Conferência que pode ajudar a perceber a origem desta "Carta da Compaixão":
terça-feira, 18 de maio de 2010
Porque a forma também conta
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Ainda no rescaldo da visita Papal...
Reconciliação! É o sentimento mais vivo em mim, depois desta vista.
Porquê?
Quem me conhece sabe que em mim habita alguma rebeldia. Esta surge pela minha vontade de questionar. Não um questionar de pôr em causa por pôr, mas o questionar de não me ficar pelo que está adquirido e ter vontade de ir mais longe. Afinal, dentro do limite do espaço e do tempo, há uma infinidade de realidades a conhecer e a viver. O meu gosto pelo diálogo, pelo contacto com o diferente, seja de opiniões, seja de realidades culturais, permite-me colocar numa posição de constante aprendizagem.
Antes de ser jesuíta, a minha relação com a Igreja sempre foi de criticar e, a meu ver após este anos passados, de forma mais destrutiva que construtiva. Curiosamente, tal tipo de crítica foi um pequeno ponto no meu processo de decisão de entrada na Companhia de Jesus. É tão fácil criticar, mas o desafio é mudar, ou tentar mudar, estando por dentro, e aceitar outras realidades que afinal eram desconhecidas. Surge a situação de, quando se conhece as coisas por dentro, se começar a ver de outra forma. Afinal, mais do que conhecer racionalmente, o viver na pele, faz com que muito “mude de figura”.
Acompanhei a preparação da visita do Papa Bento XVI através da leitura dos jornais, da escuta de comentários seja do lado de dentro, seja do lado de fora da realidade Igreja. E na minha oração pedia a Deus: “Que esta visita do Papa seja de Encontro, de diálogo, que fomente concórdia, mais que discórdia”. Talvez por este ser um dos meus motes em relação à vida. Mas também, por sentir que este Papa poderia trazer algo de novo, nesta terra de Descobrimentos.
Fui a Lisboa, fui a Fátima. Não tanto para ver o Papa de pertinho, mas para, de facto, me sentir participante de uma realidade que vai para além de mim, que é mesmo incompreensível e misteriosa, que se chama Igreja. Não de pedra, de estrutura rígida, mas de pessoas. Pessoas com histórias, vidas, sentimentos, dúvidas, ansiedades, zangas, revoltas, gostos, aproximações e afastamentos. Enfim, pessoas, com o que têm e são. Logo em Lisboa fiquei comovido com a nossa descida pela Avenida da Liberdade. Pensava, nos intercalados “Vivó Papa!” e afins: “Avenida de manifestações contra isto, contra aquilo, a reivindicar isto ou aquilo. Avenida da busca da liberdade de direitos... Mas também Avenida de busca de Liberdade através da alegria de uma comunhão. Estas pessoas que aqui descem comigo são tão diferentes e sei que têm pensamentos tão diferentes sobre Igreja, sobre Política, sobre Sociedade, sobre Deus, Jesus. E aqui estamos, a descer em Liberdade, a caminho da Missa, da Eucaristia”. É mesmo uma ida para Acção de Graças, agradecimento, e também em busca de uma Missão renovada.
E assim aconteceu, no silêncio que se dá no momento da consagração. Um silêncio confirmador do Mistério que atravessa toda aquela multidão unida, em escuta das palavras proferidas por aquele rosto de Bento XVI que une toda a Igreja. Não etérea, mas real, ali em corpo de cada pessoa. Em corpo daquele homem que, na noite seguinte iluminada por milhares de velas, reza todo o terço ajoelhado, diante do mesmo Mistério que o faz ser ao mesmo tempo frágil e forte. Fragilidade presente no físico, que pede com humor e delicadeza à malta nova que o deixe dormir... Força nas palavras que profere com a sabedoria de quem escuta o Mundo, mas de quem também escuta, sobretudo, a Palavra que lhe fala dos novos Sinais dos Tempos.
Ver Bento XVI, ver as pessoas, rezar com ele, escutá-lo no anúncio e interpretação da Palavra, fez-me sentir reconciliado, revigorado no meu sentimento de amor à Igreja, santa e pecadora.
Também ao ponto de dizer basta às vozes dissonantes, que sussurram numa constância contra tudo o que é religioso, em nome da laicidade. Sinto-me cansado de ouvir tão maus comentários seja ao Papa, seja à Igreja. Maus, não no sentido de serem opostos, esses existirão sempre, mas no sentido de serem fracos de inteligência, de reflexão. Como se todos nós, os que fazem parte da Igreja, fossemos ignorantes e andássemos alienados. Nestes dias li coisas que roçaram o fundamentalismo, pelas mesmas vozes que nos acusam de fundamentalistas. Será que leram o que o Papa disse? E se sim, será que souberam ler?
Na homilia na Missa no Porto, Bento XVI afirmou: "Nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade; hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos".
“Está pronta a dialogar” ou seja, está pronta a escutar e perceber o que se pode fazer, para tornarmos um mundo mais justo e melhor, de modo a que haja uma maior humanização de todos. Em convivência, ou seja, a partilhar a Vida.
Neste momento de crise, o Papa não nos veio trazer ajuda financeira, económica, mas sem dúvida que, a meu ver, veio trazer uma grande ajuda espiritual e também intelectual. Um claro convite à reflexão, à profundidade a que todos somos chamados, sobre cada um, a sociedade, a sua relação com o Todo.
A crise pode ser um lugar de questionamento que, bem vivido, leva ao crescimento humano. Mas se fazemos da crise lugar de conflito, onde o diálogo passa a monólogo, numa imposição de ideias, sem uma escuta atenta do outro, de certo que ficamos com “águas paradas”, sem desenvolvimento, nem fito do horizonte.
Creio que o Papa ajudou-nos a trazer o tal horizonte, a não termos receio da busca do essencial, que passa inevitavelmente pelo diálogo, pelo encontro, pela busca de caminhos que leve à verdadeira humanização de cada pessoa na sociedade em que se encontra.
E, como afirmei no início, o meu sentimento profundo, depois destes dias, é de reconciliação. Uma reconciliação, reafirmo, que me leva a amar ainda mais a Igreja, santa e pecadora, e dedicar a minha vida ao contributo do crescimento humano, neste caminho de consagração.
Afinal, também quero fazer-me “lugar de beleza” ajudando, no que me for pedido, outros a serem-no também.
sábado, 15 de maio de 2010
A não perder!!!!
A Companhia de Teatro Industrial decide lançar como sua primeira produção «UMBEIJO DE SAL COM VENTO», a partir do texto de Mathilde Ferreira Neves, «O Pescador de Estrelas».
«Nessa noite fantástica, o mar escreveu no areal com letras garrafais para que toda a gente pudesse ler: “Os sonhos não podem morrer…” Luza nunca mais se esqueceu desta história contada por Luana. Era uma excelente história para curar cometas.»
Este espectáculo direccionado para a infância, aborda e condensa num mundo fantasioso várias temáticas: a amizade, os sonhos e o sentimento de perda. O que o torna muito abrangente e acessível, sendo apreciado, também, por adultos.
22 e 29 de Maio às 16h (público em geral)
24 a 28 de Maio às 10h30 e às 14h30 (para escolas – os professores não pagam
quando acompanhados das suas turmas)
Auditório Carlos Paredes Av. Gomes Pereira, Lisboa (Benfica)
Bilhetes: €5 (adultos) €4 (crianças)
Reservas: 963 661 601 reservas@palavradarte.com
Classificação Etária: M/3 anos
Duração: aproximadamente 40 minutos sem intervalo
terça-feira, 11 de maio de 2010
Pergunto eu
Quanto a Cavaco, pode haver quem não se lembre, mas não tendo tido problemas de financiamento devido aos milhares de euros de fundos vindos da Europa, na década de 90, este nunca teve preocupações com a gestão do déficit.
terça-feira, 4 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Os tempos que correm
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A não perder
quarta-feira, 31 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
A propósito de "Requiem" de Rui Lopes Graça...
quarta-feira, 24 de março de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Uma reflexão solta sobre a Beleza...
“Qualquer experiência de beleza aponta para o infinito”
Hans Urs von Balthasar
Depois de três grandes “Conversas” em que mergulhei(ámos) na beleza, fico a sentir os ecos que me provocaram... Ecos que se consolidam numa palavra que me acompanha há tempos: Encontro!
O Encontro, no limite do espaço e tempo, do infinito. Traduzível no diálogo a estabelecer entre as várias dimensões de nós, humanos, ao nível exterior e interior. A beleza do encontro através do encontro com a beleza de quem está disposto a viver a reciprocidade do dar e do receber.
E, assim, deixar que a conversão aconteça, permitindo o espaço de universalidade, através da compreensão, do respeito, da integração da relação geradora de vida.
Na “conversa” (esta última) apercebi-me mais um pouco de que o entendimento é porta para a revelação.
Entender o que está para além do meu rápido ver ou escutar, o que está para além da superficialidade do momento, o que está para além do meu gosto ou desgosto desta ou daquela pessoa...
Conhecer para aprofundar um mais que se esconde no imediato, sem pensamento ou reflexão.
Depois, mais que o conhecimento, entraremos na sabedoria que conjuga a plenitude do viver. O convite ao saber viver.
A sabedoria da vida: promove a abertura ao Outro. Saio da minha casa, entro na cidade, que me aponta o pais, levando-me ao planeta e daí entro no Todo... Dá-se em mim a consciência, a revelação, o êxtase clarificador da minha pequenez que me torna grande diante do olhar Divino...
E assim sou chamado a promover a beleza do Encontro e sentir a certeza de somos criados, não para uma uniformidade, mas para uma união de corações, mais ampla que das diferenças.
Nesses passos, o Infinito descobre-se e a Beleza surge em toda a Sua plenitude, segredando continuamente: “Não temas, confia!”.
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Em que sentido?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
www.passo-a-rezar.net
FALTA DE TEMPO PARA REZAR?
Os jesuítas acabam de lançar o passo-a-rezar.net uma proposta de oração para quem não vive parado











